A Justiça dos Estados Unidos condenou o diretor Carl Erik Rinch a 30 meses de prisão. Ele cometeu uma fraude de US$ 11 milhões contra a plataforma de streaming Netflix, o que equivale a cerca de R$ 57 milhões. O cineasta comandou o longa “47 Ronins” com Keanu Reeves e utilizou os recursos em investimentos arriscados com criptomoedas e na compra de artigos de luxo.
A produção contava com o astro internacional e a brasileira Bruna Marquezine no elenco principal. O cronograma previa diversas gravações na cidade de Santos, no litoral de São Paulo.
Entenda o caso da produção perdida
A produção começou em 2019 com o título provisório de “Conquest”, época em que diversas empresas disputaram os direitos de exibição da obra. A Netflix venceu a concorrência e investiu US$ 40 milhões no projeto. Como Keanu Reeves atuaria como um dos protagonistas e produtores do seriado, sua função motivou uma visita surpresa do ator a São Paulo que gerou uma foto famosa com o então governador João Doria.
Veja como foi este encontro na galeria abaixo:
Gravações
Os profissionais chegaram a gravar algumas cenas na capital paulista com Bruna Marquezine, que interpreta uma personagem secundária na trama. O roteiro original previa filmagens em Santos, Los Angeles (EUA), Nairóbi (Quênia), Budapeste (Hungria) e Berlim (Alemanha), contudo, o diretor começou a exigir pagamentos adicionais para concluir os trabalhos na época.
Rinch embolsou o dinheiro novo da plataforma mas parou de filmar. A atitude paralisou completamente o andamento do projeto da empresa.
Julgamento
O caso chegou aos tribunais em 2024, quando o promotor Jay Clayton buscou uma pena mínima de cinco anos de prisão para o cineasta.
O júri considerou Rinch culpado em novembro de 2025 pelos crimes de fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. O processo confirmou que o diretor desviou os fundos da empresa para o mercado de ações e também comprou itens de alta linha com os recursos.
No último mês de maio, Keanu Reeves enviou uma carta ao juiz do caso para pedir leniência e misericórdia para o antigo colega de trabalho. O ator afirmou que não pretendia desculpar o crime, mas buscou apenas oferecer uma visão sobre o comportamento autodestrutivo do diretor no trabalho.
“Não tenho a intenção de compartilhar isso como uma desculpa ou diminuição do que ele foi considerado culpado de fazer, mas ofereço isso apenas como uma possível visão do porquê”, disse o ator.
“Na minha opinião, Carl pode se auto sabotar ao ampliar a escala, o escopo e o panorama do que foi negociado, colocando a si mesmo e suas contrapartes em conflito”.
Mesmo com o apelo do astro, o magistrado anunciou a sentença na última segunda-feira e o diretor cumprirá dois anos e meio em regime fechado.
Enredo da produção
A história apresentaria Reeves no papel de um cientista renomado que desenvolve uma Inteligência Artificial indistinguível dos seres humanos. A tecnologia inovadora atuaria na resolução de conflitos humanitários ao redor do mundo.
Mais detalhes da trama não foram divulgados e a produção foi cancelada definitivamente depois do escândalo.






