Juntos até o fim: nova lei em SP permite enterrar pets em jazigos da família

Nova legislação reconhece o vínculo afetivo entre tutores e pets; medida visa reduzir custos com cremação e evitar descartes inadequados

A medida, aprovada pela Alesp em dezembro, reconhece formalmente o vínculo afetivo entre humanos e animais de estimação

A medida, aprovada pela Alesp em dezembro, reconhece formalmente o vínculo afetivo entre humanos e animais de estimação | Pexels

Tutores de animais de estimação em São Paulo agora têm uma nova opção legal para a despedida de seus companheiros. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) sancionou, nesta terça-feira (10), a lei que autoriza o sepultamento de cães e gatos em jazigos familiares no estado.

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A medida, aprovada pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) em dezembro, reconhece formalmente o vínculo afetivo entre humanos e animais de estimação.

A iniciativa é apelidada de “Projeto Bob Coveiro”. O nome é uma homenagem a um cão que viveu por dez anos em um cemitério em Taboão da Serra e, ao falecer, teve o direito de ser sepultado junto à sua tutora no local.

O vínculo emocional com pets reduz o estresse, a ansiedade e a solidão ao liberar neurotransmissores de bem-estar, além de estimular a atividade física e melhorar a saúde cardiovascular. Confira outros benefícios na galeria abaixo:

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Regras e custos

A nova lei estabelece diretrizes claras para a prática:

Normas Sanitárias: O sepultamento deve respeitar as leis ambientais e sanitárias de cada município paulista.

Regulamentação Local: Regras específicas sobre como o enterro deve ser feito caberão aos serviços funerários de cada cidade.

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Cemitérios Privados: Estabelecimentos particulares podem criar regras próprias para o sepultamento de pets em suas dependências.

Custos: Todas as despesas serão de responsabilidade do dono do jazigo, não gerando custos ao erário público.

Alternativa à cremação

Segundo o autor da proposta, o deputado estadual Eduardo Nóbrega (Podemos), a lei surge como uma alternativa acessível diante dos altos custos da cremação animal.

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“Hoje existe um verdadeiro monopólio na cremação de animais, com valores muitas vezes inacessíveis. Isso acaba levando famílias, em um momento de dor, a situações de destinação inadequada” — Eduardo Nóbrega, deputado estadual.

Nóbrega destaca que o descarte incorreto de corpos de animais gera impactos ambientais e riscos à saúde pública. Com a sanção, a expectativa é oferecer uma solução humana, responsável e legal para o momento de luto das famílias paulistas.