Uma mulher transexual se irritou após ser chamada de “ele” por um funcionário da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Peruíbe e destruiu o acrílico da recepção. Ela foi presa em flagrante por dano ao patrimônio público na manhã da última segunda-feira (17).
Detida por dois guardas municipais, a jovem foi conduzida à Delegacia da cidade, onde o delegado a autuou por dano contra o patrimônio público. O crime é punível com detenção de seis meses a três anos.
A acusada não pagou fiança e foi recolhida à cadeia, arbitrada em um salário mínimo (R$ 1.320,00). Como foi encaminhada a uma unidade de homens, o delegado fez a seguinte observação em ofício dirigido ao diretor: “deixar a presa separada dos demais por se reconhecer como mulher”.
De acordo com o recepcionista da UPA, a jovem teria ficado em frente à porta de um dos consultórios “atrapalhando” o atendimento de um paciente. Por esse motivo, o servidor se dirigiu até ela e lhe disse que não poderia ficar ali, mas se referiu a ela utilizando o pronome masculino, o que gerou a situação.
