Jornalista Wianey Pinheiro, ex-marido de Ananda Apple, morre aos 77 anos

Comunicador participou de coberturas marcantes como as 'Diretas Já' e a morte de Tancredo Neves; ex-esposa Ananda Apple desabafou nas redes sociais sobre a perda

Foto do jornalista Wianey Pinheiro em projeto da Globo

O jornalista Wianey Pinheiro faleceu aos 77 anos/Reprodução/Globo

O jornalista Wianey Pinheiro, ex-marido de Ananda Apple e ex-chefe de redação da TV Globo, morreu no último domingo (31) aos 77 anos. A causa da morte ainda não foi divulgada pela imprensa. O corpo do comunicador foi velado e sepultado na segunda-feira (1º), no Cemitério Vila Mariana, em São Paulo.

A locutora lamentou a despedida de Pinheiro em uma publicação nas redes sociais, com uma galeria de fotos pessoais. Eles foram casados por 12 anos e se tornaram “ainda mais parceiros depois da separação“.

Minhas filhas o amavam, como se fosse um pai. Para quem uma delas ainda bebê falou: ‘Eu te amo, Pilêro!’“, escreveu Ananda. “Um dos maiores jornalistas de TV e jornal que o país já teve. Ninguém escrevia textos mais elegantes, precisos e curtos. Um dos homens mais honrados e justos. Tinha cara de bravo que amedrontava, e coração imenso que nós amávamos“.

Carreira de Wianey Pinheiro

Nascido em 1949, Wianey formou-se em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e iniciou a carreira na imprensa antes de concluir a graduação. Ao longo da trajetória, trabalhou nos jornais Gazeta, Gazeta Esportiva, Diário da Noite, Jornal da Tarde, na agência France Press e na Folha de S. Paulo.

Wianey Pinheiro trabalhou nas principais redações de jornalismo do Brasil. Ele ingressou na TV Globo no início de 1980, onde trabalhou no “Bom Dia São Paulo”, “Jornal Hoje”, “Jornal Nacional” e “Jornal da Globo”. O comunicador também atuou como chefe nacional de redação na emissora.

Ele trabalhou na TV Manchete após deixar a Globo. Por lá, participou da cobertura jornalística de fatos históricos do país, como o atentato ao Riocentro (1981), a campanha das Diretas Já (1985) e a morte de Tancredo Neves (1985).

Posteriormente, ele fundou a GW Comunicação, uma produtora voltada para marketing político e comunicação corporativa.