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PRESO POR SUSPEITA DE TRÁFICO

Jornalista Marcelo Carrião é picado por aranha e corre risco na prisão

Informação foi confirmada pelo advogado do jornalista, Marcelo Cruz, que disse ao Diário que dois pedidos de assistência médica teriam sido negados

Carlos Ratton

Publicado em 16/03/2024 às 18:55

Atualizado em 18/03/2024 às 09:44

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O jornalista Marcelo Carrião, que se encontra preso desde o último dia 28, por suspeita de tráfico de drogas e associação ao tráfico / Reprodução

O jornalista Marcelo Carrião, que se encontra preso desde o último dia 28, por suspeita de tráfico de drogas e associação ao tráfico, foi picado na perna por uma aranha, que acabou se tornando uma ferida preta. A informação foi confirmada pelo advogado do jornalista, Marcelo Cruz, que disse hoje ao Diário que dois pedidos de assistência médica teriam sido negados.

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A ferida piora e há receio de Carrião perder a perna. Ele está no Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Vicente. Vale lembrar que CDPs não são penitenciárias. São locais onde ficam os presos que aguardam julgamento.  

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O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) negou, em segunda instância, um pedido de liminar (decisão provisória) para conceder o habeas corpus para a soltura do jornalista que foi preso em flagrante. A defesa está recorrendo à decisão. “O mérito do habeas corpus ainda não foi julgado. Estamos insistindo na assistência dele por um médico”, disse Cruz.

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Habeas corpus é uma ação judicial para garantir liberdade diante de prisão ilegal. É considerado um remédio constitucional, ou seja, um instrumento processual para garantir a liberdade de alguém, quando a pessoa for presa ilegalmente ou tiver sua liberdade ameaçada por abuso de poder ou ato ilegal.

No pedido de soltura, Cruz alegou que Carrião é réu primário, tem residência própria e fixa e trabalho lícito. Ele defendeu que não houve fundamentação para a decretação da prisão preventiva, considerando-a “desproporcional”, mas a justificativa foi negada. O advogado já havia informado que o jornalista alegou à Polícia Civil que a droga encontrada era para consumo próprio.

Conforme já noticiado, Carrião foi detido com mais oito suspeitos pela Polícia Civil, em Santos. Na mesma operação, a corporação localizou três estufas de plantação de maconha em uma casa na Rua Joaquim Nabuco, no bairro Vila Matias. O jornalista é citado como “fornecedor” dos entorpecentes na investigação.

A polícia encontrou grande quantidade de drogas e uma balança de precisão, além de um celular com supostas provas do envolvimento com o tráfico. No dia seguinte à detenção, o juízo de direito da 3ª Vara Criminal da Comarca de Santos converteu a prisão em flagrante em preventiva. 

Para a desembargadora Fátima Vilas Boas Cruz, da 4ª Câmara de Direito Criminal, não há dúvida quanto ao envolvimento de Carrião na prática dos crimes de tráfico de drogas e associação ao tráfico. Ela concordou com a juíza Thais Caroline Brecht Esteves e avaliou se tratar de um “crime de extrema gravidade”, equiparado ao hediondo.

Segundo a magistrada, ser primário e ter residência fixa não passam da obrigação de qualquer cidadão. Para ela, a soltura também fomentaria o incentivo à impunidade e aumentaria a chance de reincidência do crime de tráfico.

Ao avaliar que o comércio ilícito de drogas incentiva a prática de outros delitos "tão ou mais graves", a desembargadora manteve a prisão cautelar para garantir a ordem pública.

Carrião se formou em jornalismo na Universidade Católica de Santos, em 1995. Trabalhou como produtor e repórter na TV Mar, afiliada à TV Manchete, entre 1993 e 2005, e repórter da Rede Record, entre 2005 e 2011. Conforme divulgado por ele na internet, o último trabalho foi no SBT, como repórter e apresentador de telejornal, entre 2012 e 2024.

Segundo o delegado Fabiano Barbeiro, da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic), Carrião foi detido com mais oito suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas na região, em uma operação chamada 'Domo de Ferro'.

A Polícia Civil estabeleceu a operação com o objetivo de prender o grupo, identificado em uma investigação que começou após a prisão de duas mulheres em Santos, no início de fevereiro. A dupla, ainda de acordo com a corporação, era responsável por um 'disk drogas' na cidade. 

Os suspeitos foram identificados a partir da apreensão de um celular encontrado com elas e, no aparelho, de acordo com o a Polícia, foram encontradas diversas conversas de Carrião com uma das mulheres.

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