Cotidiano
Os dados mostram que eles alcançam uma incidência de 5% de doenças cardiovasculares cerca de sete anos antes das mulheres
De acordo com a cardiologista intervencionista Denise Pellegrini, diretora da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista, o cenário é resultado de uma combinação de fatores / Reprodução
Continua depois da publicidade
Um estudo publicado na Journal of the American Heart Association revelou que, a partir dos 35 anos, os homens passam a apresentar risco de infarto superior ao das mulheres.
A pesquisa, conduzida nos Estados Unidos, acompanhou 5.112 participantes com idades entre 18 e 30 anos ao longo de aproximadamente 34 anos, desde o início da década de 1980, permitindo uma análise detalhada da evolução do risco cardiovascular ao longo da vida adulta
Continua depois da publicidade
A análise revelou que, até o começo da vida adulta, ambos apresentam trajetórias semelhantes. A partir dos 35 anos, porém, o risco de complicações cardiovasculares passa a crescer de maneira mais acelerada entre os homens.
Os dados mostram que eles alcançam uma incidência de 5% de doenças cardiovasculares cerca de sete anos antes das mulheres. Quando se trata de doença arterial coronariana, principal causa de infarto, essa diferença pode chegar a uma década.
Continua depois da publicidade
Aproveite e veja também: Médico afirma: o intestino responde diretamente ao nosso estado emocional
De acordo com a cardiologista intervencionista Denise Pellegrini, diretora da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista, o cenário é resultado de uma combinação de fatores. “Os riscos nos homens podem estar associados a diferenças hormonais, biológicas e ao metabolismo do colesterol. Além disso, a menor procura por atendimento médico e a falta do hábito de realizar exames de rotina contribuem para que alterações cardiovasculares sejam identificadas mais tardiamente”, explica a especialista.
Entre os principais fatores de risco para doenças cardiovasculares — comuns a homens e mulheres — estão hipertensão, colesterol elevado, diabetes, tabagismo, sedentarismo, obesidade e sobrepeso, consumo excessivo de álcool e uso de substâncias psicoativas.
Continua depois da publicidade
“O monitoramento precoce desses fatores é fundamental para prevenir complicações futuras. A adoção de um estilo de vida saudável, com alimentação equilibrada e prática regular de atividade física, faz toda a diferença. Em casos de histórico familiar de doenças como diabetes ou hipertensão, o cuidado deve ser redobrado”, orienta a cardiologista.
Alguns sintomas podem indicar problemas cardíacos e exigem atenção imediata. Dor ou desconforto no peito, sensação de aperto ou queimação, falta de ar, cansaço excessivo, suor frio, náuseas, tontura, palpitações e dor irradiando para braço, costas, pescoço ou mandíbula estão entre os principais sinais. Inchaço nas pernas e episódios de desmaio também podem ocorrer.
Em mulheres, pessoas com diabetes e idosos, os sintomas podem se manifestar de forma mais sutil, como fadiga intensa ou mal-estar generalizado. Diante de sinais súbitos ou intensos, a recomendação é buscar atendimento médico imediatamente.
Continua depois da publicidade