Cotidiano

Jornal afirma que homens sofrem mais infartos que mulheres e o motivo é mais comum do que parece

Os dados mostram que eles alcançam uma incidência de 5% de doenças cardiovasculares cerca de sete anos antes das mulheres

Igor de Paiva

Publicado em 19/02/2026 às 21:40

Atualizado em 20/02/2026 às 12:18

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De acordo com a cardiologista intervencionista Denise Pellegrini, diretora da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista, o cenário é resultado de uma combinação de fatores / Reprodução

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Um estudo publicado na Journal of the American Heart Association revelou que, a partir dos 35 anos, os homens passam a apresentar risco de infarto superior ao das mulheres.

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A pesquisa, conduzida nos Estados Unidos, acompanhou 5.112 participantes com idades entre 18 e 30 anos ao longo de aproximadamente 34 anos, desde o início da década de 1980, permitindo uma análise detalhada da evolução do risco cardiovascular ao longo da vida adulta

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A análise revelou que, até o começo da vida adulta, ambos apresentam trajetórias semelhantes. A partir dos 35 anos, porém, o risco de complicações cardiovasculares passa a crescer de maneira mais acelerada entre os homens.

Os dados mostram que eles alcançam uma incidência de 5% de doenças cardiovasculares cerca de sete anos antes das mulheres. Quando se trata de doença arterial coronariana, principal causa de infarto, essa diferença pode chegar a uma década.

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De acordo com a cardiologista intervencionista Denise Pellegrini, diretora da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista, o cenário é resultado de uma combinação de fatores. “Os riscos nos homens podem estar associados a diferenças hormonais, biológicas e ao metabolismo do colesterol. Além disso, a menor procura por atendimento médico e a falta do hábito de realizar exames de rotina contribuem para que alterações cardiovasculares sejam identificadas mais tardiamente”, explica a especialista.

Fatores de risco

Entre os principais fatores de risco para doenças cardiovasculares — comuns a homens e mulheres — estão hipertensão, colesterol elevado, diabetes, tabagismo, sedentarismo, obesidade e sobrepeso, consumo excessivo de álcool e uso de substâncias psicoativas.

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“O monitoramento precoce desses fatores é fundamental para prevenir complicações futuras. A adoção de um estilo de vida saudável, com alimentação equilibrada e prática regular de atividade física, faz toda a diferença. Em casos de histórico familiar de doenças como diabetes ou hipertensão, o cuidado deve ser redobrado”, orienta a cardiologista.

Sinais de alerta

Alguns sintomas podem indicar problemas cardíacos e exigem atenção imediata. Dor ou desconforto no peito, sensação de aperto ou queimação, falta de ar, cansaço excessivo, suor frio, náuseas, tontura, palpitações e dor irradiando para braço, costas, pescoço ou mandíbula estão entre os principais sinais. Inchaço nas pernas e episódios de desmaio também podem ocorrer.

Em mulheres, pessoas com diabetes e idosos, os sintomas podem se manifestar de forma mais sutil, como fadiga intensa ou mal-estar generalizado. Diante de sinais súbitos ou intensos, a recomendação é buscar atendimento médico imediatamente.

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