Cotidiano
Apesar de ser um animal peçonhento e considerado perigoso, os números indicam que a taxa de letalidade em humanos picados é baixa
Apesar de ser um animal peçonhento e considerado perigoso, os números indicam que a taxa de letalidade em humanos picados é baixa / Reprodução
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Uma jararacuçu (Bothrops jararacussu) foi fotografada nesta semana na zona rural de Peruíbe, no litoral de São Paulo, e impressionou pelo tamanho. O animal tinha pouco mais de dois metros de comprimento.
Se o título desta matéria causou algum tipo de alarme, não há motivo para preocupação. O registro foi feito em uma área rural, nos limites do Parque Estadual da Serra do Mar, distante de residências e da circulação de pessoas.
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A bióloga e especialista em serpentes, Lígia Amorim, afirmou que não é possível confirmar, apenas pelas imagens, se o animal filmado estava vivo ou morto. No entanto, segundo ela, há indícios de que a jararacuçu já estivesse sem vida.
“Geralmente, as pessoas matam essa cobra esmagando a cabeça. No vídeo, ela aparenta estar morta e a cabeça não é mostrada claramente. Infelizmente, quando sabemos da presença de um animal desse porte, na maioria das vezes ele já é encontrado sem vida”, lamentou.
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Apesar de ser um animal peçonhento e considerado perigoso, os números indicam que a taxa de letalidade em humanos picados é baixa.
Veja o vídeo
https://youtube.com/shorts/aRG4zTp2Mfo?feature=share
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De acordo com o biólogo e especialista nesse tipo de animal, Thiago Malpighi, da Secretaria de Meio Ambiente e Agricultura de Peruíbe, ao encontrar uma jararacuçu em ambientes naturais, como trilhas e cachoeiras, o procedimento correto é manter distância segura, geralmente entre um e um metro e meio, e permitir que o animal siga seu caminho.
Também é recomendado informar o guia ou monitor responsável, caso haja algum presente.
Ainda segundo o biólogo, caso o encontro ocorra na área urbana, em residências ou locais habitados, a orientação é manter distância, evitar a aproximação de pessoas e animais domésticos, manter o animal sob observação e acionar os órgãos competentes para a captura. Se possível, deve-se obter registro fotográfico, sempre a uma distância segura.
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Em caso de acidente, a recomendação é procurar a unidade de pronto atendimento mais próxima o mais breve possível. A vítima deve ser mantida calma e hidratada.
Não devem ser realizados procedimentos como torniquete, incisão, sucção ou qualquer outro, devido ao risco de agravamento do quadro. Também não devem ser administradas substâncias, bebidas alcoólicas, medicamentos ou similares, finalizou o especialista.