Cotidiano

Já castigada por enchentes, Mongaguá agora enfrenta ciclone e novas pancadas de chuva

Mudança no tempo já começa na noite desta quinta e o ciclone se forma nas primeiras horas da manhã, trazendo chuvas fortes e ventania

Jeferson Marques

Publicado em 29/01/2026 às 13:21

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Um ciclone vai se formar no litoral paulista e deve chover forte, novamente, em Mongaguá / Reprodução/Pexels/Greg

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A cidade de Mongaguá entra em estado de atenção máxima nesta sexta-feira (30), assim como todo o litoral paulista. Após um mês de janeiro marcado por três ondas severas de chuva, que resultaram em um prejuízo estimado em mais de R$ 2 milhões, o decreto de situação de emergência e a distribuição de kits humanitários, o município agora se prepara para os efeitos de um ciclone extratropical no oceano, o que tem preocupado a Defesa Civil.

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A combinação deste sistema com uma frente fria deve trazer ventos de até 70 km/h e acumulados de chuva que podem ultrapassar os 60 mm em um curto intervalo de tempo. Para uma cidade que ainda contabiliza danos em mais de 30 escolas e centenas de casas, o novo alerta acende um sinal vermelho para as autoridades e moradores.

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O maior desafio para Mongaguá neste momento é a saturação do solo. Como a cidade enfrentou alagamentos recorrentes nas últimas semanas — especialmente em bairros como Itapoan, Vila Atlântica e áreas próximas ao Ginásio Jacozão — qualquer volume adicional de chuva aumenta exponencialmente o risco de novos transbordamentos e deslizamentos de terra.

Recentemente, a prefeitura firmou uma parceria com o CREA-SP para avaliar danos estruturais em prédios públicos e vias. Com o novo temporal previsto para esta tarde e noite, a Defesa Civil alerta que o escoamento das águas pode ser dificultado pela maré alta, fator que já agravou as enchentes do último domingo (25).

Plano de contingência

O Comitê de Crise local permanece mobilizado e informou que o abrigo temporário, que chegou a acolher centenas de pessoas este mês, pode ser reaberto a qualquer momento. A recomendação para os moradores de áreas de risco, como as proximidades da Rua Maria Rita da Silva, é buscar local seguro ao primeiro sinal de subida das águas ou rachaduras em encostas.

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Em casos de emergência, a população deve acionar imediatamente a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.

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