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Itanhaém é referência na gestão de lixo urbano

Conclusão é do Índice de Sustentabilidade de Limpeza Urbana.

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03 FEV 2020Por Nayara Martins06h59
Itanhaém atingiu 0,709 pontos e se classificou em segundo lugar.Foto: NAIR BUENO/DIÁRIO DO LITORAL

Itanhaém é referência quanto à gestão de lixo urbano. É o que aponta o Índice de Sustentabilidade de Limpeza Urbana, de 2019, obtido por meio de uma cooperação técnica entre o Sindicato Nacional das Empresas de Limpeza Urbana (Selur) e a PricewaterhouseCoopers (PWC).

A cidade atingiu, no geral, 0,709 pontos e se classificou em segundo lugar entre os nove municípios da Baixada Santista. Segundo o estudo, a cidade atende de forma eficaz às normas e diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) que determina aos municípios brasileiros a adoção de várias medidas.

O secretário municipal de Serviços e Urbanização, Vinícius Camba de Almeida, explica que o estudo é feito com base em diversos critérios avaliados: o índice de coleta de resíduos sólidos no município, a destinação e a disposição final desses resíduos, a coleta de resíduos recicláveis, da construção civil, de podas de árvores. E ainda a coleta do serviço de limpeza urbana e a sua disposição final, além da avaliação de custos dos serviços públicos e de pessoas contratadas.

Itanhaém tem hoje 100% da coleta urbana de lixo atendida. Com uma população estimada em mais de 100 mil habitantes, são recolhidos cerca de 90 toneladas ao dia. Na alta temporada, esse índice sobe para 400 toneladas ao dia e são encaminhadas à Usina Brasil, empresa contratada pela prefeitura, responsável por receber os resíduos domésticos e fazer a triagem dos recicláveis.

COLETA SELETIVA

Em relação à coleta seletiva, Vinícius de Almeida reconhece que é preciso aperfeiçoar a gestão do trabalho. Hoje, a coleta seletiva é feita pela Cooperativa Coopersol, que passa com dois caminhões nas residências e comércios, de segunda a sexta-feira. Mas a cooperativa recolhe apenas cerca de 15 toneladas ao mês.

A triagem e a comercialização de recicláveis também são realizados pela cooperativa da Usina Brasil. "A logística em Itanhaém é diferente do que ocorre em Santos e em Praia Grande. Enquanto nos dois municípios ao percorrer seis quilômetros lota um caminhão, em Itanhaém é preciso um percurso de 20 quilômetros para encher um caminhão, gerando mais tempo e custo", explica.

Itanhaém já possui o Plano Municipal de Saneamento, mas deverá implantar uma nova lei específica de coleta seletiva e logística reversa.

"A ideia é repassar essa responsabilidade aos grandes geradores de recicláveis, como as redes de atacadistas e de supermercados no município. Eles deverão contratar as cooperativas para fazer a coleta de recicláveis".

ECOPONTOS

Os ecopontos já estão em fase de conclusão e vão funcionar em quatro bairros: Gaivota, Cibratel II, Savoy e Vila Loty, além de uma Estação de Transbordo e Triagem, na Chácara Cibratel. Esses pontos vão receber entulhos de materiais de construção, podas de árvores e resíduos recicláveis. A previsão, segundo o secretário, é de começarem a funcionar dentro de 30 a 60 dias.

A Estação de Transbordo e Triagem vai receber os containers dos ecopontos, com os resíduos da construção civil e as podas de árvores. Já os móveis usados e os eletroeletrônicos serão enviados diretamente à Usina Brasil.

"Na estação será feita a triagem do material. Os entulhos de construção civil serão destinados para a área de transbordo da prefeitura que vai separar e reutilizar o material nas vias públicas. Os volumosos, como as podas de árvores, vão para o triturador e serão utilizados como adubo nas praças. Já os recicláveis vão direto para a cooperativa", esclarece.

Outros locais são os Postos de Entrega Voluntária (PEVs) que devem ser instalados nas principais praças dos bairros no município, tais como Suarão, Savoy, Jardim Umuarama, Centro e outros. São equipamentos de plástico, nos quais moradores e comerciantes poderão deixar os resíduos recicláveis. A previsão da prefeitura é de serem entregues em até 60 dias.