Itália prende suspeitos de planejar ataque contra o Vaticano

A polícia italiana emitiu hoje 18 mandados de prisão aos suspeitos extremistas, incluindo dois supostos guarda-costas de Osama bin Laden, como parte de uma operação antiterrorismo

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24 ABR 201513h38

Extremistas islâmicos suspeitos de realizar um ataque a bomba em um mercado no Paquistão, no qual matou mais de 100 pessoas, também tinham planejado um ataque contra o Vaticano em 2010, disse Mauro Mura, procurador da Itália.

A polícia italiana emitiu hoje 18 mandados de prisão aos suspeitos extremistas, incluindo dois supostos guarda-costas de Osama bin Laden, como parte de uma operação antiterrorismo. Nove dos 18 mandados de prisão já foram executados, enquanto a polícia ainda está à procura de outros suspeitos.

Em uma conferência de imprensa em Cagliari, na Sardenha, Mura disse que escutas telefônicas indicaram que os supostos terroristas estavam planejando um ataque a bomba no Vaticano e que um homem-bomba havia chegado até Roma.

Extremistas islâmicos tinham planejado um ataque contra o Vaticano em 2010, disse Mauro Mura, procurador da Itália (Foto: Divulgação)

Mura disse que o plano de ataque não seguiu adiante e que o homem-bomba deixou a Itália, mas não deixou claro o motivo. De acordo com Mura, as escutas telefônicas deram "sinais de outros planos para possíveis ataques".

Os suspeitos estavam em contato direto com líderes da Al-Qaeda e do movimento Taleban no Paquistão, além de membros localizados em sete províncias italianas, disseram os investigadores.

"Acreditamos que este grupo estava envolvido na organização de muitos ataques sangrentos no Paquistão, incluindo a explosão de 2009, em um mercado em Peshawar", disse Mario Carta, um oficial da polícia em Sassari, região da Sardenha.

De acordo com o inquérito policial, que durou mais de seis anos, a rede financiava algumas de suas atividades através da imigração ilegal. "Eles fornecem contatos de empregos falsos e apoio logístico aos imigrantes que chegam na Itália e depois envolvem eles em suas atividades ilegais", acrescentou Carta.