Irmão de Eduardo Campos visita famílias que tiveram prejuízos

Antonio Campos prestou solidariedade aos moradores prejudicados e ofereceu ajuda na busca do ressarcimento dos danos

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27 AGO 201420h37

*Com informações de Estadão Conteúdo

O advogado Antonio Campos, irmão do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, morto na queda de um avião em Santos, visitou ontem famílias que tiveram prejuízos com a tragédia para prestar solidariedade. Na ocasião, Antonio se colocou à disposição das famílias para ajudar a buscar o ressarcimento dos prejuízos resultantes da queda do avião.  

Segundo o proprietário da Academia Mahatma, Benedito Juarez Câmara, após duas semanas do acidente, Antonio Campos é o primeiro a procurar os donos dos imóveis destruídos. “É uma luz no fim do túnel”, disse Juarez ao Diário do Litoral.

“O Antonio Campos nos visitou e prestou sua solidariedade, ao mesmo tempo veio dar uma força junto ao partido (PSB) para que as famílias sejam ressarcidas dos prejuízos”, afirmou o empresário.
Juarez disse que a academia não tem seguro e que não tem dinheiro para reformá-la, pois foi parcialmente destruída, e repor os equipamentos danificados.

“Os alunos estão saindo e não tenho recursos para recuperar o meu prejuízo”, ressaltou.
No último dia 19, Juarez disse à Reportagem que estimava seu prejuízo em R$ 1 milhão. A academia, segundo ele, tem 16 funcionários e cerca de 800 alunos.

“Vamos juntar esforços para trabalhar no sentido de reparar os danos das seis casas”, afirmou Antonio Campos à Agência Estado. Ele evitou falar sobre as divergências envolvendo a propriedade do Cessna Citation usado pelo candidato e disse que só os advogados do PSB devem se pronunciar sobre o assunto. A Polícia Federal suspeita que empresas sem lastro financeiro ou com endereços fantasmas custearam o pagamento de uma dívida de R$ 1,7 milhão para a compra do jatinho. Antonio Campos ressaltou que não ofereceu pagamento de indenização para os moradores. “Eduardo é mais uma vítima”, justificou.

Ministério Público Federal
Além da visita às famílias prejudicadas, Antonio Campos esteve no Ministério Público Federal (MPF) para ter acesso às investigações sobre o acidente.

Segundo ele, a possibilidade de um drone meteorológico da Aeronáutica ter causado a queda da aeronave é “uma das linhas mais fortes da investigação”, já que um aparelho do gênero está desaparecido, havia alerta para o uso de drones na região no dia do acidente e há imagens circulando na internet, que comprovariam que o equipamento esteve no ar naquele dia. “A possibilidade é real e não está descartada”, revelou.

O acidente
O avião Cessna Citation 560 XL, prefixo PR-AFA, onde estavam a bordo o então candidato à Presidência da República Eduardo Campos (PSB), mais quatro assessores, o piloto e co-piloto caiu entre seis casas no bairro do Boqueirão, às 9h50 do último dia 13. Não houve sobreviventes.
A aeronave caiu sobre imóveis situados na Rua Alexandre Herculano, na esquina com a Rua Vahia de Abreu.
Ao menos dez pessoas tiveram ferimentos, mas sem risco de morte, e moradores tiveram só prejuízos materiais.
 

Antonio Campos com Benedito Juarez Câmara, dono da academia atingida (Foto: Gerismar Absolon)

PSB diz que avião foi emprestado

Na última terça-feira, a direção do PSB divulgou em nota que o avião que caiu em Santos, seria declarado à Justiça Eleitoral ao fim da campanha.

Segundo o PSB, o uso do jato foi autorizado pelos empresários João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho e Apolo Santana Vieira e permaneceria em serviço até o final da campanha eleitoral.

“Nos termos facultados pela legislação eleitoral, e considerando o pressuposto óbvio de que seu uso teria continuidade até o final da campanha, pretendia-se proceder à contabilização ao término da campanha eleitoral, quando, conhecida a soma das horas voadas, seria emitido o recibo eleitoral, total e final”, afirmou a legenda, em nota assinada pelo presidente nacional do PSB, Roberto Amaral.

O texto afirma que a tragédia que matou Campos e mais seis pessoas provocou mudanças na direção partidária e na estrutura de comando da campanha que dificultaram o levantamento de informações.