IPTU é mais alto no Litoral

Bertioga está na 3ª colocação quando é calculado o valor arrecadado e o total da população

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04 NOV 201410h44

Três cidades da Baixada Santista estão na lista dos dez municípios do País com maior valor de IPTU per capita por habitante. Um levantamento feito pelo blog Dinheiro Público & Cia, do jornal Folha de São Paulo, mostra Bertioga na terceira posição desse estudo, Guarujá em sétimo e Praia Grande em oitavo. Já Santos aparece na 14ª posição da lista e, Mongaguá, na 17ª posição.

O Dinheiro Público & Cia analisou 5 mil cidades do País, confrontando o valor com que cada prefeitura arrecada de IPTU com o total de habitantes, chegando assim ao IPTU per capita. A liderança do ranking fica com Ilha Comprida que, com seus 9.908 habitantes, arrecada R$ 16,72 milhões com esse imposto municipal e chega a um IPTU per capita de R$ 1.687,00.

Bertioga está na terceira colocação porque com seus 53.679 moradores e arrecadação de IPTU, no ano passado, de R$ 54,33 milhões chega a um IPTU per capita de R$ 1.012,22. Para o secretário municipal de Administração e Finanças, Fernando Moreira, parte deste IPTU per capita se explica pelos condomínios de alto padrão, como Riviera de São Lourenço e Costa do Sol. O perfil veranista de Bertioga também contribui: a Prefeitura chega a lançar 50 mil carnês de IPTU. “Ocorre que só analisando isso seria um imóvel por habitante, mas no final do ano nossa população flutuante supera 400 mil pessoas. Esses imóveis geram uma receita significativa para o Município”. Segundo Moreira, o IPTU representa cerca de 50% das receitas próprias do município, que tem cerca de 92% de seu território em área de preservação ambiental permanente.


O índice de inadimplentes de IPTU em Santos, de 8%, é considerado baixo (Foto: Matheus Tagé/DL)

Santos

Os 433.153 santistas contribuíram com R$ 264,21 milhões de IPTU no ano passado, perfazendo um IPTU médio de R$ 609,98. Segundo o  chefe do Departamento e Gestão da Prefeitura, Fernando Wagner Chagas, o IPTU per capita é alto em Santos em função das recentes construções de prédios de padrões luxo e fino “onde havia antes uma residência”, o que fez com que a Administração Municipal arrecadasse mais. “Houve, então, um aumento de arrecadação, mas sem elevação da carga tributária”.  Ao mesmo tempo em que aumentaram as construções de luxo, lembra Chagas, a população santista praticamente se estagnou.

Segundo  o chefe de departamento, o índice de inadimplência de IPTU em Santos é de 8%. Já Fernando Moreira, de Bertioga, informa que a inadimplência no ano passado foi de 17,8%.

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