Interior de SP receberá defesa antiaérea com mísseis capazes de 15 km de altura

Informação foi confirmada durante um evento no último dia 15 de julho, no quartel da cidade, e o espaço já conta com um novo nome

Atualmente o exército está estudando propostas para montar a sua nova base em Jundiaí

Atualmente o exército está estudando propostas para montar a sua nova base em Jundiaí | Diehl Defence GmbH & Co. KG/Reprodução

A futura defesa antiaérea do Exército Brasileiro será centralizada em Jundiaí, que, inclusive, mudará de nome com a nova implementação. A informação foi confirmada durante um evento no último dia 15 de julho, no quartel da cidade (veja o vídeo abaixo).

Antes batizado como 12º GAC (Grupo de Artilharia de Campanha), o quartel passou a se chamar 12º GAAAe (12º Grupo de Artilharia Antiaérea).

Inclusive, por volta de 10 mil militares participam da Operação Atlas 2025, o maior exercício militar do Brasil, que segue sendo realizado em Roraima até o último dia 9 de outubro. A ação tem como propósito reforçar a atuação das Forças Armadas na Amazônia, considerada uma região estratégica para o país.

Mudanças

Previsto para funcionar até 2039, dentro do projeto Força 40 de modernização do Exército, prevê-se a conclusão da inédita implantação, no país, de um sistema de defesa antiaérea de média altura, com mísseis que podem alcançar até 15 km de altitude e um raio de até 40 km de distância.

O Brasil conta com apenas uma defesa antiaérea terrestre de baixa altura, com capacidade de alcance de até 3 km.

Investimentos

Em entrevista à Folha de S.Paulo, o general de brigada Marcos José Martins Coelho, à frente do Comando de Defesa Antiaérea do país, comentou que a cidade foi escolhida por conta de sua facilidade logística.

Localizado às margens da rodovia Anhanguera, a menos de 50 km do Rodoanel Mário Covas, o quartel tem fácil acesso à Baixada Santista. Com isso, seria possível levar um equipamento em até três horas ao porto de Santos, para outras regiões do Brasil.

Esses cenários tendem a acontecer por conta da dificuldade de transportar alguns equipamentos por meio de aviões cargueiros.

Com a defesa sendo instalada em Jundiaí, seria possível proteger a região da capital paulista e polos econômicos contra ataques aéreos.

Por conta de alguns investimentos, a diretriz do Exército justifica a medida em razão da atual instabilidade internacional.

De acordo com o documento, foi identificada uma lacuna de capacidade representada pela inexistência de sistemas de defesa antiaérea de média altura e médio alcance, necessitando ser solucionada com premência, o que caracteriza sua obtenção como sendo de natureza emergencial.

Além disso, os planos de reforço antiaéreo começaram a ser desenhados bem antes do recente posicionamento de navios e aviões militares americanos na região do Caribe, contra o que o presidente Donald Trump rotulou como proteção contra o tráfico de drogas na Venezuela.

Mudança

A mudança para o quartel em Jundiaí já começou, pois até o presente momento foram transferidos alguns equipamentos de baixa altura para treinamento e capacitação de militares.

Neste primeiro momento, o investimento será apenas para a cidade em questão. 

Além de Jundiaí, o Comando de Defesa Antiaérea possui unidades operacionais no Rio de Janeiro, em Praia Grande, Caxias do Sul (RS), Sete Lagoas (MG), Manaus e Brasília.

Com informações da Folhapress.