Banner gripe

Insurgentes sírios matam 28 soldados e executam prisioneiros

Um vídeo postado no YouTube mostrou os insurgentes espancando 10 soldados feridos, antes de executar todos a tiros.

Comentar
Compartilhar
02 NOV 201211h45

Insurgentes sírios mataram 28 soldados do governo em ataques ontem contra três postos de controle do exército na província de Idlib, em alguns casos executando prisioneiros e filmando as mortes.

Cinco insurgentes foram mortos em ataques do exército perto da cidade de Saraqeb, no noroeste sírio, informou o Observatório Sírio pelos Direitos Humanos, grupo opositor sediado em Londres, mas que costuma denunciar também as violências cometidas pelos rebeldes.

Um vídeo postado no YouTube, cuja autenticidade não pôde ser confirmada, mostrou os insurgentes espancando 10 soldados feridos, antes de colocá-los em fila e executar todos a tiros. Um rebelde repete para um prisioneiro ferido: "você sabia que fazemos parte do povo deste país?" O soldado responde: "Eu juro no nome de Deus que não atirei".

O Observatório Sírio condenou as execuções. "Da mesma maneira que o Observatório condena as execuções feitas nas prisões do governo sírio, rechaça com veemência as matanças de prisioneiros pelos insurgentes", disse o diretor do grupo, Rami Abdel Rahman.
 
Os insurgentes afirmam que a escalada da violência ocorre porque a Força Aérea da Síria está bombardeando com maior intensidade as cidades das províncias de Alepo e Idlib, matando centenas de civis por dia. Apenas na quarta-feira, ativistas afirmam que mais de 100 pessoas foram mortas ao redor do país pelos bombardeios. Grande parte da violência ocorre em Alepo e Idlib, mas também nos subúrbios de Damasco.
 
Em Damasco, "terroristas" detonaram bombas no bairro de Mazzeh no final da noite de quarta-feira, atingindo uma mesquita, um clube esportivo e uma loja, disse a agência estatal de notícias Sana. Uma pessoa foi morta em outra explosão no bairro de Houda e duas ficaram feridas. Seis pessoas, incluída uma criança, ficaram feridas em explosões que aconteceram nesta quinta-feira em Damasco, de acordo com a Sana.
 
Ontem, a China pediu um cessar-fogo e negociações para uma transição política que acabe com a matança na Síria. O plano chinês de quatro pontos, não prevê a renúncia do presidente Bashar Assad. Ao lado da Rússia, aliada da Síria, a China barrou duas resoluções no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), condenado a violência do regime de Assad.

Colunas

Contraponto