Insurgentes sírios mataram 28 soldados do governo em ataques ontem contra três postos de controle do exército na província de Idlib, em alguns casos executando prisioneiros e filmando as mortes.
Cinco insurgentes foram mortos em ataques do exército perto da cidade de Saraqeb, no noroeste sírio, informou o Observatório Sírio pelos Direitos Humanos, grupo opositor sediado em Londres, mas que costuma denunciar também as violências cometidas pelos rebeldes.
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Um vídeo postado no YouTube, cuja autenticidade não pôde ser confirmada, mostrou os insurgentes espancando 10 soldados feridos, antes de colocá-los em fila e executar todos a tiros. Um rebelde repete para um prisioneiro ferido: "você sabia que fazemos parte do povo deste país?" O soldado responde: "Eu juro no nome de Deus que não atirei".
O Observatório Sírio condenou as execuções. "Da mesma maneira que o Observatório condena as execuções feitas nas prisões do governo sírio, rechaça com veemência as matanças de prisioneiros pelos insurgentes", disse o diretor do grupo, Rami Abdel Rahman.
Os insurgentes afirmam que a escalada da violência ocorre porque a Força Aérea da Síria está bombardeando com maior intensidade as cidades das províncias de Alepo e Idlib, matando centenas de civis por dia. Apenas na quarta-feira, ativistas afirmam que mais de 100 pessoas foram mortas ao redor do país pelos bombardeios. Grande parte da violência ocorre em Alepo e Idlib, mas também nos subúrbios de Damasco.
Em Damasco, "terroristas" detonaram bombas no bairro de Mazzeh no final da noite de quarta-feira, atingindo uma mesquita, um clube esportivo e uma loja, disse a agência estatal de notícias Sana. Uma pessoa foi morta em outra explosão no bairro de Houda e duas ficaram feridas. Seis pessoas, incluída uma criança, ficaram feridas em explosões que aconteceram nesta quinta-feira em Damasco, de acordo com a Sana.
Ontem, a China pediu um cessar-fogo e negociações para uma transição política que acabe com a matança na Síria. O plano chinês de quatro pontos, não prevê a renúncia do presidente Bashar Assad. Ao lado da Rússia, aliada da Síria, a China barrou duas resoluções no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), condenado a violência do regime de Assad.
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