Instituto aponta os cuidados necessários com pinguins nas praias

No último final de semana 26 pinguins encalharam em praias de Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe

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23 JUN 2020Por Da Reportagem14h38
O Instituto Biopesca é uma das instituições executoras do PMP-BS, uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da PetrobrasFoto: Divulgação

Um total de 26 pinguins-de-Magalhães encalharam nesse último final de semana em praias de Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe. A grande maioria das aves foi recolhida ainda com vida pela equipe do Instituto Biopesca que executa o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) e encaminhada para a Unidade de Estabilização que faz parte de rede de atendimento do PMP-BS, localizada na sede do Instituto Biopesca, em Praia Grande.

Essa é a espécie mais comum na costa do Brasil e não é raro avistá-la nas praias. Caso seja encontrado pela população, os procedimentos incluem improvisar uma sombra perto do pinguim, deixando um guarda-sol próximo, se possível, e logo depois manter distância a fim de não estressá-lo.  “Essa medida é importante não só para o conforto do animal, mas também para sua saúde, já que, geralmente, estão desidratados quando encalham”, explica o médico veterinário Rodrigo Valle, coordenador geral do Instituto Biopesca.

Outra ação fundamental é acionar os órgãos ambientais, a exemplo do Instituto Biopesca, o mais rapidamente possível.  
Rodrigo também avisa que colocar o animal no gelo ou na água é completamente errado, ao contrário do que muitas pessoas possam acreditar. “Esse procedimento pode até matar o pinguim”, alerta.

Além de manter distância do animal, não colocá-lo no gelo ou na geladeira e acionar os órgãos ambientais, outros procedimentos corretos são orientar as outras pessoas a não se aproximarem e fazer silêncio a fim de não aumentar o estresse já presente em função da longa viagem.

 

Outro alerta importante: “os pescadores que capturam acidentalmente um pinguim em suas redes não devem devolvê-lo para a água”, recomenda Valle. “O indicado é que eles tragam o animal para a praia e acionem os órgãos ambientais. O Biopesca mantém canais de atendimento para o resgate desses animais”, explica.

Para acionar o serviço de resgate de mamíferos, tartarugas e aves marinhas, vivos, mas debilitados, ou mortos, entre em contato pelos telefones 0800 642 3341 (horário comercial) ou (13) 99601-2570 (WhatsApp e chamada a cobrar).

O Instituto Biopesca é uma das instituições executoras do PMP-BS, uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural na Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama.