A agressão a um médico no Hospital e Maternidade Silvério Fontes, ocorrida no último dia 6, às 9h30, demonstra não só a fragilidade da segurança da unidade, que fica na Zona Noroeste em Santos, como se tornou objeto de denúncia na Câmara, por intermédio do vereador Evaldo Stanislau (Rede), que apresentou requerimento cobrando providências urgentes do prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB).
Conforme relatado, o médico estava atendendo uma paciente grávida que se queixava de dores e ao perceber que não havia vagas de internação sugeriu ao marido que procurasse outra unidade que oferecesse melhores condições de atendimento. Antes da remoção, o médico resolveu fazer um novo exame clínico para se certificar se as condições de saúde da paciente permitiam o deslocamento. O marido não concordou e desferiu um soco no médico que, mesmo assim, acabou realizando o parto.
Sem guarda
Conforme o vereador, em que pese constar que o Hospital seria coberto por quatro guardas municipais 24 horas, “no dia dos fatos havia uma única guarda, que não conseguiu coibir a conduta agressiva do marido da paciente”, afirma Stanislau, que cobra um plano de segurança prometido pela Administração, após reforço de 150 novos guardas.
No requerimento, o vereador, que também é médico, requer do prefeito: quais as providências para inibir novas agressões; para inibir furtos, qual o motivo da unidade possuir apenas uma guarda; porque o agressor foi liberado antes da chegada da Polícia Militar e ainda a transferência do profissional, aliada a acompanhamento psicológico.
É importante salientar que além de Stanislau, outro vereador já havia alertado sobre a falta de segurança nas unidades de saúde da Zona Noroeste. Antônio Carlos Banha Joaquim (PMDB) há meses denunciou roubos e furtos no Pronto-Socorro do bairro e a insegurança sentida por profissionais da saúde dentro das unidades e nos estacionamentos próximos.
Prefeitura
A Prefeitura informa que o Pronto Socorro da Zona Noroeste é coberto com Guardas Municipais, 24h, e os mesmos têm orientação para efetuar rondas internas e externas do Complexo Hospitalar e contamos ainda com apoio da equipe bike e viatura. A agressão a um médico foi uma ação isolada e que através dos apoios acima, serão reforçadas com a presença da GM no referido local.
