Inmetro aprova ‘isopor’ que substitui o tijolo e deixa a construção 30% mais barata em todo o Brasil

Painéis monolíticos de EPS chegam prontos ao canteiro de obras e prometem reduzir os custos totais em até 30% na comparação com o tijolo tradicional

Construir com o EPS oferece inúmeras vantagens práticas / Reprodução

Uma nova alternativa estrutural está ganhando cada vez mais espaço nos canteiros de obras brasileiros. O painel monolítico de poliestireno expandido, popularmente conhecido pela sigla EPS, avança como um substituto altamente viável e seguro para o tradicional tijolo cerâmico. 

Além de já contar com a certificação oficial de qualidade, o novo material barateia consideravelmente o projeto, entregando uma redução de até 30% no custo total da construção em relação à alvenaria convencional.

O que é o painel de EPS na prática?

Apesar de a aparência ser praticamente idêntica à do isopor comum de embalagem, a formulação e a densidade aplicadas na construção civil são completamente diferentes. 

O EPS é um material termoplástico branco formado por pequenas pérolas que aumentam de volume e se unem quando aquecidas, criando blocos leves e muito resistentes. 

Essa composição leva 98% de ar e apenas 2% de matéria-prima derivada do petróleo, característica que torna a placa altamente reciclável.

Essas paredes prontas são formadas por um núcleo de poliestireno expandido protegido por camadas externas rígidas. A produção acontece em ambiente industrial sob um rigoroso controle de medidas. 

Como resultado, o painel chega à obra já com altura, comprimento e aberturas de portas e janelas totalmente definidos, eliminando a necessidade de improvisos e cortes demorados.

A comparação direta entre o EPS e o tijolo cerâmico

Construir com o EPS oferece inúmeras vantagens práticas, como grande flexibilidade arquitetônica, simplicidade na montagem, facilidade de manuseio e uma redução drástica na necessidade de estruturas pesadas de concreto. 

Além disso, as casas feitas com esse material apresentam uma resistência superior a abalos sísmicos, pois as placas são leves e dissipam a energia de impactos com mais eficiência do que a alvenaria dura.

Para entender melhor as diferenças reais no canteiro de obras, acompanhe o comparativo direto entre os dois materiais:

Custo financeiro: Enquanto o metro quadrado do painel de EPS varia de 150 a 300 reais, a construção com o tijolo cerâmico chega a ser até 30% mais cara na ponta do lápis.

Velocidade de execução: A montagem do EPS é considerada alta por utilizar grandes placas feitas sob medida. Por outro lado, o tijolo apresenta baixa agilidade devido ao processo de assentamento manual, peça por peça.

Conforto térmico: O isolamento de temperatura do EPS é classificado como superior, garantindo bloqueio da umidade e economia de energia com ar-condicionado. Já o tijolo entrega apenas um isolamento básico.

Desperdício e limpeza: A geração de entulho com as placas industriais é quase zero. Em contrapartida, o uso da cerâmica tradicional resulta em um alto volume de resíduos e sujeira na obra.

Garantia de segurança: Ambos os sistemas construtivos possuem a certificação do Inmetro.

A importância do aval técnico

É fundamental destacar que o produto utilizado nas obras não é o mesmo isopor frágil vendido em papelarias. O material estrutural é autoextinguível e antichama, bloqueando totalmente o risco de propagação do fogo em casos de incêndio. 

A aprovação do Inmetro atesta exatamente essas qualidades, garantindo que o produto passou por testes rigorosos de resistência, comportamento térmico e durabilidade. 

Comprar itens sem esse selo oficial significa levar para casa um painel com densidade inadequada, o que compromete a segurança de toda a edificação.

Limitações

Apesar dos inúmeros benefícios, o sistema também possui limitações. O uso do EPS não substitui todos os elementos estruturais e exige um projeto minuciosamente coordenado com o fornecedor. 

É obrigatório definir de forma antecipada todo o layout da casa, as passagens de instalações elétricas e hidráulicas e os pontos de reforço na parede para pendurar armários ou cargas suspensas. 

Tentar adaptar ou mudar o desenho arquitetônico depois que os painéis já estão assentados gera um retrabalho caro e muito demorado, anulando a proposta inicial de agilidade do formato.