Indonésia confirma execução de Gularte a partir das 14h desta terça-feira

Além de Gularte, detido em 2004 ao tentar entrar na Indonésia com seis quilos de cocaína em pranchas de surfe e condenado a morte um ano depois, sete estrangeiros e um indonésio devem ser executado

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28 ABR 201514h56

O brasileiro Rodrigo Muxfeldt Gularte, 42 anos, condenado por tráfico de drogas na Indonésia, será fuzilado por volta das 14h de hoje (28), no horário de Brasília (0h de amanhã (29) no horário local), na prisão de Nusakambangan, em Cilacap, a cerca de 400 quilômetros de Jacarta, capital do país.

“Não há mais o que fazer”, disse à Agência Brasil, por telefone, o encarregado de Negócios da Embaixada do Brasil na Indonésia, Leonardo Carvalho Monteiro, que está no local.

De acordo com o diplomata, que chefia a chancelaria brasileira em Jacarta desde janeiro, quando a presidenta Dilma Rousseff convocou para consultas o embaixador Paulo Alberto da Silveira Soares, depois da execução de Marco Acher, a prima de Rodrigo, Angelita Mauxfeldt, já foi informada do cumprimento da pena e esteve com ele por volta das 14h de hoje, horário de Jacarta.

Segundo Carvalho, a prima dele, que tem acompanhado a situação nos últimos meses e o visitou nos últimos três dias, ficará em uma sala próxima ao local da execução. Depois do cumprimento da pena, será feito o reconhecimento do corpo pela prima e por representantes da embaixada brasileira em Jacarta.

No sábado (25), os condenados receberam a notificação da execução, que ocorre 72 horas após. Além de Gularte, detido em 2004 ao tentar entrar na Indonésia com seis quilos de cocaína em pranchas de surfe e condenado a morte um ano depois, sete estrangeiros e um indonésio também devem ser executados. Na fila de execução há cidadãos da Austrália, das Filipinas, Nigéria e de Gana.

Em janeiro, a Indonésia executou seis traficantes de drogas, incluindo o brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, o que causou uma crise diplomática entre a Indonésia e o Brasil. O país asiático, que retomou as execuções em 2013, após cinco anos de moratória, tem 133 prisioneiros no corredor da morte, dos quais 57 condenados por tráfico de drogas, dois por terrorismo e 74 por outros crimes.