Indenizações do seguro DPVAT crescem 20% em 2014, diz Seguradora Líder

Invalidez permanente continuou a ser o principal impulsionador dos pagamentos com elevação de 34% no período de referência

Comentar
Compartilhar
03 MAR 201518h06

O número de indenizações pagas pelo seguro obrigatório, o DPVAT, aumentou 20% no ano passado ante 2013, totalizando 763.365 pagamentos, conforme dados da seguradora responsável, a Líder. Invalidez permanente continuou a ser o principal impulsionador dos pagamentos com elevação de 34% no período de referência.

Na outra ponta, indenizações por morte e despesas médicas recuaram 5% e 14%, nessa ordem. Os pagamentos das indenizações correspondem, segundo a Líder, às ocorrências em 2014 e em anos anteriores, uma vez que o prazo prescricional é de três anos para solicitar o benefício do seguro DPVAT.

As vítimas, em sua maioria, eram homens, respondendo por 75%, e os outros 25%, mulheres. Os jovens continuam respondendo pela maior parcela dos acidentados. De acordo com a Líder, 24% das vítimas tinham entre 18 e 24 anos; 28%, de 25 a 34; 19%, de 35 a 44; 19%, de 45 a 64; 4% mais de 65; 1% de 0 a 7; e 5% de 8 a 17.

Os jovens continuam respondendo pela maior parcela dos acidentados (Foto: Divulgação)

Além disso, no ano passado, 76% das indenizações pagas foram para acidentes envolvendo motocicletas, que representam 27% da frota nacional. "As motocicletas substituíram a locomoção por animal nas áreas rurais do Brasil. Nas grandes cidades, tornaram-se o meio de transporte mais ágil para fugir dos engarrafamentos, mas, justamente, o motorista de moto é quem sofre uma incidência maior de lesões físicas", analisa Ricardo Xavier, diretor-presidente da Seguradora Líder-DPVAT.

Ele lembra, porém, que as estatísticas mostram que a adoção de equipamentos e políticas de segurança, como uso do cinto, airbag redução da velocidade nas vias e a Lei Seca já trazem resultados positivos, como a diminuição das mortes. Dos recursos arrecadados pelo Seguro DPVAT, 45% são destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS) para ajuda no custeio do tratamento de vítimas do trânsito. Em 2014, esse valor ficou em R$ 3,8 bilhões alta de 5,6% ante o ano anterior.