Inclusão e Resistência: Projeto oferece aulas gratuitas de dança e grafite em escola de Santos

Viabilizado pela Lei Rouanet e com patrocínio da Nita, o projeto tem como objetivo democratizar o acesso à cultura por meio de uma proposta pedagógica integrada

Imagem meramente ilustrativa

Imagem meramente ilustrativa | Pixabay

O Projeto Cultura na Quebrada já deu início às atividades na UME Colégio Santista, em Santos, oferecendo aulas gratuitas de dança e grafite para crianças e adolescentes da cidade.

A iniciativa utiliza a arte urbana como instrumento de inclusão social e de fortalecimento do protagonismo juvenil, reunindo participantes de diferentes realidades e trajetórias. As inscrições continuam abertas para o preenchimento das vagas remanescentes.

Viabilizado pela Lei Rouanet e com patrocínio da Nita, o projeto tem como objetivo democratizar o acesso à cultura por meio de uma proposta pedagógica integrada.

O diferencial está na troca entre diferentes linguagens artísticas, permitindo que os alunos vivenciem tanto a dança quanto o grafite ao longo das atividades. As aulas são realizadas às terças e quintas-feiras, das 17h às 20h, distribuídas em quatro turmas, o que garante um ambiente acolhedor e atento à diversidade dos participantes.

Idealizadora e coordenadora da iniciativa, Tatiana Bitencourt Pinho ressalta que o início das atividades representa a transformação da proposta em impacto concreto.

“Mais do que ensinar técnicas, o projeto busca fortalecer vínculos, estimular o trabalho coletivo e valorizar identidades. A dança e o grafite, historicamente ligados às periferias, surgem como instrumentos de resistência cultural, capazes de promover pertencimento e ampliar a autoestima dos participantes. Nesse contexto, a inclusão acontece não apenas pelo acesso gratuito, mas também pela valorização das trajetórias e vivências de cada jovem”, afirma.

A atuação em territórios como o Morro do Monte Serrat e a Vila Nova reforça o papel social da iniciativa. Para o setor privado, apoiar ações como essa é estratégico para o desenvolvimento regional.

“Quando a cultura chega de forma acessível, ela cria oportunidades reais de pertencimento e expressão. Para a Nita, apoiar um projeto como esse é investir diretamente no potencial dos jovens e no fortalecimento das comunidades onde estamos presentes”, destaca Claudio Irie, CEO da empresa.

O projeto mantém, desde 2015, seu compromisso com o desenvolvimento social por meio da atuação da associação Bruto Fruto. A iniciativa também se destaca por ser conduzida integralmente por mulheres, fortalecendo o protagonismo feminino e incentivando o empoderamento de meninas e adolescentes na região central e nos morros de Santos.