Incêndio no Chile deixa pelo menos 11 mortos e 11 mil desalojados

Cerca de 1.500 bombeiros tentam dominar os novos focos de incêndio, provocados pelo vento, que só deverão diminuir a partir de hoje

As autoridades chilenas retiraram hoje (14) os habitantes da Colina das Ramaditas, em Valparaíso, no Chile, atingida pelo incêndio que já deixou 11 mortos, 11 mil desalojados e destruiu 800 hectares e 1.200 casas. Nesse domingo, chegaram a ser anunciados 16 mortos, mas os números foram revistos pelas autoridades chilenas para 11.

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Cerca de 1.500 bombeiros tentam dominar os novos focos de incêndio, provocados pelo vento, que só deverão diminuir a partir de hoje. O combate ao fogo concentra-se agora no Cerro das Ramaditas, zona de floresta próxima de áreas residenciais, onde se abriu nova frente de 4,2 quilômetros, que mobiliza sete brigadas de Emergência.

O diretor da Corporação Nacional Forestal (Conaf), Aaron Cavieres, disse que, até o momento, nenhum bombeiro ficou ferido. Acrescentou que este é o pior incêndio ocorrido no Chile.

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Em Valparaíso, que tem um bairro histórico classificado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como patrimônio da humanidade, foi ativado o plano de catástrofes para combater o incêndio, que ao fim de 24 horas, ainda não foi controlado pelas autoridades.

A presidenta do Chile, Michelle Bachelet, deslocou-se à cidade para conhecer a dimensão do incêndio, que começou a floresta em La Pólvora. O vento forte, porém, fez com o fogo se propagasse às zonas povoadas de La Cruz, El Vergel, Las Cañas e Mariposas.

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O procurador de Justiça abriu inquérito para determinar as causas do incêndio, que já provocou o corte do fornecimento de água potável e eletricidade em muitos bairros da cidade.

Com cerca de 270 mil habitantes, Valparaíso é uma cidade portuária localizada a 120 quilômetros de Santiago. O território é formado por encostas íngremes, separadas por vales, que estão sendo devastados pelo pior incêndio de sua história.

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Assim como ocorreu por ocasião do terremoto em 1º de abril no extremo Norte do país, que deixou seis mortos e graves danos materiais, a presidenta do Chile decretou rapidamente estado de exceção constitucional, que concede às Forças Armadas o comando para garantir a ordem, a segurança e a coordenação dos trabalhos de retirada da população.