Incêndio em Santos completa uma semana com um tanque em chamas

O Corpo de Bombeiros iniciou nesta quarta-feira, 8, uma operação para tentar conter vazamentos na área do incêndio e inertizar o líquido acumulado nas bacias de contenção no entorno dos cilindros

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08 ABR 201511h32

Um tanque de gasolina ainda está em chamas neste sétimo dia do incêndio que atinge o pátio da Ultracargo/Tequimar, em Santos, no litoral de São Paulo. O Corpo de Bombeiros iniciou nesta quarta-feira, 8, uma operação para tentar conter vazamentos na área do incêndio e inertizar o líquido acumulado nas bacias de contenção no entorno dos cilindros.

Segundo o capitão Marcos Palumbo, a ação é arriscada, porque a temperatura é elevada no local, ainda em torno de 800°C, o que pode provocar combustão espontânea e iniciar outro incêndio.

Ainda na manhã desta quarta-feira, o ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, participa de uma reunião com integrantes do gabinete de crise instalado na cidade pelo governo de São Paulo, para avaliar as ações necessárias para conter o incêndio e apoiar a população.

O governo federal já enviou reforços da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e da Força Aérea Brasileira (FAB). O secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério da Integração Nacional, general Adriano Pereira Junior, também participa do encontro.

Caminhões com 4,5 toneladas de pó químico e um produto cedido pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), chamado Cold Fire - usado para combater incêndio em aeroportos e aviões -, ajudam no combate ao incêndio em Santos.

Ambiente

Na terça-feira, 7, o gerente regional da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), César Eduardo Padovan Valente, garantiu que a qualidade do ar na Alemoa estava "boa" e "dentro dos padrões". A avaliação foi feita por equipamentos da companhia e do Exército (Siges), que usam infravermelho para identificar possíveis gases tóxicos e têm alcance de cinco quilômetros. O dispositivo do Exército foi instalado no viaduto da Alemoa.

Já os pescadores que trabalham diariamente na região do Estuário não sabem a quem recorrer. A quantidade de peixes mortos é enorme, impossível de ser registrada até o momento. As comunidades no entorno esperam por uma providência das autoridades.

Em um período de 48 horas, a empresa Alpina Biggs, contratada para recolher os peixes que morreram no Estuário de Santos, por causa da contaminação causada pelo incêndio, já retirou cerca de 20 toneladas em uma área de aproximadamente 20 quilômetros de costa.

Padovan Valente, da Cetesb, afirmou que a situação no pátio da Ultracargo ainda é de emergência. Por isso, não é possível começar a análise dos peixes e da água.

Segundo ele, as primeiras amostras só foram coletadas no sábado de manhã. Sabe-se, conforme um relatório preliminar enviado pela Ultracargo no domingo, que o incêndio alterou a qualidade da água do mar no Canal do Estuário, o que pode ter causado a mortandade dos peixes.

Caminhões

O trânsito de caminhões nos dois sentidos da Margem Direita do Porto de Santos continuará interrompido, conforme informou a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). Segundo a autoridade portuária, a medida será reavaliada nesta quarta-feira. "Temos de tirar grandes lições desse incêndio", afirmou ontem o ministro da Secretaria Especial dos Portos (SEP) Edinho Araújo, durante apresentação a uma plateia de profissionais do setor, em evento em São Paulo. "Precisamos contribuir para que situações como essa não se repitam", reforçou.

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Veja vídeos do incêndio: 

Vídeo incêndio - Via Whatsapp / Vídeo Incêndio 2 - Via WhatsApp / Explosão nos tanques da empresa Ultracargo