Com a proximidade do período de declaração do Imposto de Renda, muitos contribuintes ainda confundem conceitos que impactam diretamente o ajuste de contas com a Receita Federal.
Segundo a estrategista financeira e contadora pericial tributária Karol Dapousa, um dos erros mais comuns é misturar ano-calendário com exercício fiscal.
“Muita gente acaba confundindo o que está acontecendo no contracheque atual com aquilo que realmente precisa ser declarado”, explica.
De acordo com a especialista, a declaração de 2026 considera os rendimentos recebidos entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025. Já as novas regras anunciadas para 2026 só terão impacto prático no ajuste que será entregue em 2027.
A especialista alerta que a ampliação da faixa de isenção para R$ 5 mil ainda não impacta a declaração atual. “O contribuinte não deve reduzir suas retenções ou esperar uma restituição maior baseada nas notícias de 2026, pois a regra do jogo para esta declaração ainda é a de 2025”, destaca.
Para a classe média, o caminho mais eficiente neste momento é investir em planejamento e potencializar deduções legais, como despesas com saúde, educação e previdência PGBL, reduzindo a base tributável dentro das regras vigentes.
Somado a isso, outro ponto de atenção é a omissão de rendimentos, especialmente aluguéis. Com sistemas como DIMOB e E-Financeira, o cruzamento de dados tornou-se mais rigoroso.
“Omitir aluguel é pedir para cair na malha fina”, reforça Karol. Além da cobrança do imposto devido, a multa pode chegar a 75% do valor omitido, acrescida de juros pela taxa Selic, o que eleva significativamente o custo da irregularidade.
No campo patrimonial, a lógica tributária passa por transformações, ampliando o foco sobre patrimônio e consumo. A especialista orienta documentar reformas em imóveis para atualização do custo de aquisição, manter controle detalhado de ativos digitais, como criptomoedas, e declarar corretamente investimentos no exterior.
Rendas extras, como freelances e vendas recorrentes, também devem ser informadas mensalmente via Carnê-Leão, evitando surpresas no ajuste anual.
Por exemplo, trabalhadores sem salário fixo entram novamente no grupo que precisa de mais atenção na declaração do Imposto de Renda 2026: autônomos, MEIs e informais lidam com uma realidade em que a renda varia ao longo do ano e não segue um padrão mensal definid
Dica de ouro para o imposto de renda de 2026
Por fim, Karol resume o principal alerta em uma frase direta. “Não confie na memória, confie no documento.” Para ela, o cenário tributário está mais complexo e exige organização contínua.
“Quem organiza os documentos mensalmente e utiliza a conta http://Gov.br Ouro para monitorar o e-CAC evita 90% dos problemas fiscais.” Nesse contexto, acompanhamento contábil deixa de ser diferencial e passa a ser uma necessidade estratégica para a saúde financeira da classe média.
