Imóveis usados viram ouro no Litoral de SP e batem recorde em transações

Alta histórica nas transações imobiliárias mostra que a Baixada Santista se consolida como destino de valorização e investimento

Santos, no Litoral de São Paulo, é a cidade mais rentável para locação de imóveis

Santos, no Litoral de São Paulo, é a cidade mais rentável para locação de imóveis | Nair Bueno/DL

Setembro de 2025 marcou um crescimento expressivo no mercado de imóveis usados da Baixada Santista.

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Levantamento do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (CRECISP), as vendas de casas e apartamentos tiveram alta de 97,8% em relação a agosto, enquanto os contratos de locação registraram aumento de 107,02%.

O estudo considerou dados de 133 imobiliárias espalhadas por Bertioga, Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos e São Vicente.

De acordo com o presidente do CRECISP, o aquecimento reflete a combinação de estabilidade econômica, confiança do consumidor e condições de pagamento atrativas, especialmente para imóveis entre R$ 200 mil e R$ 300 mil.

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A análise detalha que as regiões centrais concentraram 43,5% das vendas, enquanto os bairros nobres representaram 30,6%, reforçando a busca por moradias bem localizadas.

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A compra à vista liderou o modelo de pagamento, respondendo por 43,8% das transações, demonstrando a presença significativa de investidores.

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Casas representaram 43% das vendas, com destaque para unidades de 2 dormitórios e áreas úteis entre 50 e 100 m². Já os apartamentos representaram 57%, sendo em sua maioria de 1 dormitório, com a mesma faixa de metragem.

No segmento de locação, o valor médio preferido pelos inquilinos ficou entre R$ 2.000 e R$ 3.000. Casas de 2 dormitórios e apartamentos de até 2 dormitórios, com áreas de 50 a 100 m², foram os mais alugados.

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O depósito caução foi a principal garantia escolhida, usada em 79,1% dos contratos. A preferência por imóveis situados em bairros nobres correspondeu a 39% das locações, enquanto regiões periféricas e centrais representaram 33% e 24%, respectivamente.

Além disso, o levantamento revelou detalhes sobre o encerramento de contratos: 63,3% dos locatários não informaram o motivo da mudança, enquanto 18,4% buscaram aluguéis mais baratos e outros 18,4% optaram por valores mais altos.

O presidente do CRECISP destacou que o desempenho positivo reforça o papel estratégico dos corretores de imóveis e aponta para a continuidade do crescimento do setor na região.

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A Baixada Santista, segundo ele, consolida-se como um dos mercados mais aquecidos do estado, impulsionado pelo turismo ativo, qualidade de vida e infraestrutura urbana consolidada, que continuam atraindo novos moradores e investidores.