Contar o número de habitantes, identificar as características e mostrar como vivem os moradores dos municípios de todo o País. Esses são os objetivos do censo demográfico deste ano, que teve início em 1º de agosto, pelo IBGE (Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística). A estimativa do IBGE é que são 132.867 domicílios ocupados, na região entre Mongaguá (litoral sul) e Miracatu, no Vale do Ribeira.
A conclusão está prevista para o dia 31 de outubro. No início de dezembro, o IBGE prevê divulgar o número preliminar da população nos municípios. O censo é uma pesquisa, realizada pelo IBGE, a cada dez anos no País. A última foi feita em 2010, já que em 2020 não foi possível devido à pandemia do coronavírus.
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O coordenador de área Heber Henrique Camargo, de 39 anos, é responsável por seis municípios – Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe (no litoral sul) e, ainda, Itariri, Pedro de Toledo e Miracatu, no Vale do Ribeira.
“Esse censo é de extrema importância, pois é a única pesquisa feita em nível nacional que traz dados sociais e econômicos aos municípios. E vai permitir que o Poder Público e a iniciativa privada planejem as suas ações, além de facilitar a implantação de políticas públicas municipais, estaduais e federais em várias áreas”, destaca.
Em Itanhaém são cerca de 120 recenseadores, divididos em dois postos de coleta de dados. Nas outras cidades há um posto de coleta em cada uma.
Em Mongaguá são 67 recenseadores; em Peruíbe (75); em Itariri (15); em Pedro de Toledo (12) e em Miracatu (18). O número varia conforme o número de habitantes e de domicílios.
Heber explica que os recenseadores passaram por um treinamento antes de começar o trabalho em campo. Este ano são dois questionários, um básico e outro ampliado, que será aplicado em cerca de 10% dos domicílios.
O tempo de duração da pesquisa varia conforme a quantidade de pessoas na casa. Em média, o básico deve durar cinco minutos, já o mais amplo deve ser em, no máximo, 20 minutos.
Aldeias
O coordenador esclarece que o trabalho nas aldeias indígenas da região será feito em parceria com a Fundação Nacional do Índio (Funai). Para ter o acesso às aldeias, a equipe dos recenseadores do IBGE vai ter uma reunião prévia com as lideranças indígenas.
“Neste censo estamos preocupados em ter uma apuração mais efetiva nas áreas indígenas e quilombolas, onde também terão perguntas específicas. Houve ainda um treinamento extra para saber como agir e como aplicar o questionário nas aldeias”, completa.
Dificuldades
Heber explica que os recenseadores enfrentam algumas dificuldades para aplicar o questionário nas residências. Entre as principais está a falta de confiança por parte da população devido à insegurança.
Os recenseadores podem ser identificados por meio de boné, colete e o crachá onde estão a foto, o nome completo e a matrícula. Uma novidade, este ano, é o QRCode que confirma os dados do recenseador no site.
“O recenseador também está com o DMC – Dispositivo Móvel de Coleta, um computador de mão, para coletar as informações. Se o recenseador não estiver com esse material do IBGE, pedimos às pessoas que não o recebam nas casas”, frisa.
Cita ainda um exemplo que ocorreu no município de Itariri, onde teve denúncias sobre um carro nas zonas rurais e que dizia ser do IBGE. “Se acontecer outro caso pedimos que tirem uma foto do carro e nos informe, para apurarmos de forma mais efetiva”, observa.
Caso não encontrem o responsável na casa, os recenseadores são orientados a voltar nos domicílios, ao menos, quatro vezes.
Já em casas de veraneio, caso o proprietário tenha duas residências, ele terá que se identificar como morador em uma delas e será entrevistado no local onde residir.
Para tirar dúvidas ou mais informações é só entrar em contato com o IBGE, pela central telefônica 08007218181 ou no site do órgão www.ibge.gov.br.
