IBGE aponta tendência de redução da população ocupada

Sem encontrar trabalho, essas pessoas têm engrossado a chamada população desocupada - formada por indivíduos que estão na fila por um emprego

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21 MAI 201514h35

A taxa de desemprego em abril aumentou de forma significativa em relação a igual mês de 2014, e a tendência de redução da população ocupada está por trás disso, afirmou nesta quinta-feira, 21, Adriana Beringuy, técnica da Coordenação de Trabalho e Rendimento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Sem encontrar trabalho, essas pessoas têm engrossado a chamada população desocupada - formada por indivíduos que estão na fila por um emprego.

Em abril deste ano, a taxa de desemprego ficou em 6,4%, contra 4 9% em igual mês de 2014. "O aumento da taxa veio justamente do crescimento da população desocupada. Associada a isso há uma tendência de redução da população ocupada, além do menor crescimento dos inativos", disse Adriana.

A população desocupada aumentou em 384 mil pessoas em base anual alta de 32,7% em relação a abril do ano passado - o maior avanço neste tipo de comparação em toda a série da Pesquisa Mensal de Emprego, iniciada em março de 2002. Já a população ocupada diminuiu 0,7%, o que representa um corte de 171 mil vagas. A população inativa, por sua vez, cresceu apenas 0,4% (70 mil pessoas).

Em abril deste ano, a taxa de desemprego ficou em 6,4%, contra 4 9% em igual mês de 2014 (Foto: Divulgação)

A técnica do IBGE lembrou que antes a população não economicamente ativa crescia em ritmo mais rápido devido ao desinteresse de jovens e mais idosos por trabalhar, possivelmente respaldados pelo crescimento do rendimento da família. "Agora, existe tendência de redução do rendimento, e o avanço dos inativos é menor. Podem ser fatores ligados entre si. É uma hipótese", comentou.

O rendimento médio real teve, em abril, a terceira queda seguida tanto na comparação mensal quanto anual. Contra março, a redução foi de 0,5%, enquanto em relação a abril do ano passado a renda média encolheu 2,9%.

Diante disso, há dois movimentos que "abastecem" a maior procura por emprego e pressionam o mercado de trabalho, frisou Adriana. "A população desocupada é abastecida tanto por pessoas que perdem trabalho quanto por pessoas que antes não estavam procurando e agora passam a procurar", explicou.