Hospital dos Estivadores abre 25 novos leitos

Com o novo andar em operação, o Complexo Hospitalar passa a contar com 106 leitos

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07 SET 2018Por Caroline Souza09h30
Com a nova ala, o ­Complexo Hospitalar amplia de 81 para 106 leitos em operaçãoCom a nova ala, o ­Complexo Hospitalar amplia de 81 para 106 leitos em operaçãoFoto: Paolo Perillo/DL

A prefeitura de Santos entregou ontem o sexto andar do Hospital dos Estivadores, abrindo 25 novos leitos de clínica médica. A expansão foi anunciada em vistoria do prefeito Paulo Alexandre Barbosa e do secretário de Saúde Fábio Ferraz. Os leitos são voltados aos pacientes de Santos e região.

Com o novo andar em operação, o Complexo Hospitalar passa a contar com 106 leitos.

O diretor geral do hospital, Dr. Júlio ­Massonetto, ressaltou a importância não só para a saúde, mas para geração de renda, já que 32 novos profissionais foram ­contratados.

Para o secretário de Saúde, o início dessas atividades representa um avanço para a abertura total do hospital, que ainda tem quatro andares a serem ocupados. “Ao superar cem leitos, temos uma melhor rentabilidade dos serviços. Isso significa que o custo por leito fica mais barato”, afirma.

Ferraz garantiu ainda a abertura de mais leitos até o final deste ano.

Segundo o prefeito, a inauguração proporciona uma retaguarda das UPAs e prontos-socorros. “Vamos ter uma disponibilidade de encaminhamento mais ágil e mais eficiente no atendimento à população”, diz. “Por etapas, a gente vai abrindo o Estivadores e rapidamente vamos chegar à totalidade dos leitos, que vai ser muito importante não só pra Santos como para toda a Baixada”, ­avalia.  O Hospital funcionará integralmente com 223 leitos.

Para início do novo setor, o custo mensal de manutenção do hospital saltará de R$ 5,1 milhões para R$ 5,6 milhões, divididos entre Prefeitura, Estado e União.

No entanto, Ferraz diz que há uma distorção da porcentagem atual de cada um. “Em hospitais do SUS, o Governo Federal deveria arcar com 50% dos custos, e o Estado e o Município com 25% cada. Mas hoje, a maior parte provém do Estado”, declara. Desta forma, a União repassa R$ 1,1 milhão (19,6%), o Estado, R$ 3,5 milhões (62,5%) e o Município, R$ 1 milhão (17,8%).

Centro cirúrgico

Durante a vistoria, ­Ferraz adiantou que, no mês de outubro, terão início as atividades do Centro Cirúrgico. Com isso, o Complexo passará a oferecer cirurgias de média complexidade, como vasculares, de hérnia e ­oftalmológicas.  

“O Hospital já realiza procedimentos cirúrgicos de baixa complexidade, em especial da área de obstetrícia, mas, com a abertura do Centro Cirúrgico faremos cirurgias de média complexidade, principalmente eletivas”, explica o secretário.

De janeiro a agosto deste ano, o Hospital dos Estivadores realizou 1.615 partos, 780 atendimentos no pronto-socorro obstétrico, três mil exames de diagnóstico, 200 internações na UTI adulto, 283 internações na UTI neonatal, 89 internações na clínica médica. Além de 20 internações na clínica cirúrgica, que iniciou as atividades no mês de ­junho.

Lei garante assistência odontológica a paciente internado

A partir de agora, estabelecimentos de saúde da rede pública e privada do Município serão obrigados a prestar assistência odontológica a pacientes internados de média e alta complexidades. Sancionada ontem pelo prefeito Paulo Alexandre Barbosa, a lei 3.444 coloca Santos como a segunda cidade do Estado a ter uma legislação voltada à odontologia ­hospitalar, junto com a capital paulista.

O ato de assinatura da lei, de autoria do vereador Braz Antunes, foi realizado no Paço Municipal, reunindo profissionais e representantes de entidades ligadas à área de odontologia. “Santos tem leis pioneiras em várias áreas e essa é mais uma que traz inúmeros ­benefícios”, afirmou o prefeito.

Tendo como principal objetivo combater infecções como a endocardite e a pneumonia, a partir de problemas na boca originados por bactérias, a assistência é voltada a acamados e que estão em UTI, como pacientes oncológicos com resistência baixa, cardíacos, àqueles submetidos a transplante de medula óssea.

“Trata-se de um ganho substancial para o paciente. Essa assistência promove, além da qualidade de vida, redução a necessidade de medicamentos e da nutrição por meio de sonda, além da desospitalização. Estudos mostram a redução de três a cinco dias de internação. Essa ação promoverá, a longo prazo, impactos na qualidade de vida do paciente e na gestão”, disse a presidente da Câmara Técnica de Odontologia Hospitalar do Conselho Regional de São Paulo, Denise ­Caluta Abrantes, ressaltando que a assistência deve ser feita por profissionais de odontologia habilitados.