Hospital de Cubatão expõe pacientes à contaminação

Vereador garante que a situação é grave, podendo levar pacientes a óbito caso nada seja feito urgentemente

O vereador Adeildo Heliodoro dos Santos, o Dinho (SDD) ingressou uma representação no Ministério Público (MP) de Cubatão contra a Prefeitura e a Associação Hospitalar Beneficente do Brasil (AHBB).

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Ele quer que o MP abra inquérito para apurar responsabilidade sobre a falta de aspiradores de secreção para as unidades de Terapia Intensiva (UTI´s) adulto e infantil do Hospital Municipal de Cubatão. Ele conta que em relação à UTI Infantil só existe um aparelho e alguns frascos de procedimentos.

Ele também denuncia ao MP a falta de réguas de ar-comprimido, vácuo e oxigênio. “Profissionais da área, que trabalham em outros hospitais da região, nos alertaram sobre o risco gravíssimo de contaminação por bactérias entre os pacientes internados na UTI, podendo, em muitos casos, levar a óbito”, informa Dinho à Promotoria.

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Segundo apurado pelo vereador, todo o sistema está comprometido e sem funcionar. Ele apresentou ao MP o caso de um paciente que estaria no “box 6 da UTI, com alta médica desde dezembro do ano passado, mas que não é encaminhado para o quarto (enfermaria) porque se utiliza do único aparelho aspirador de secreção existente”, relata.

Sem equipe

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Dinho ainda faz outras revelações. Alerta o MP que a UTI adulta estaria sem equipe médica há 20 dias e a ala P2 se encontra fechada há três meses, deixando de atender dezenas de pacientes.

“A Prefeitura, mesmo tendo ciência do caos em que se encontra o sistema de saúde, realizou o Cubatão Danado de Bom, gastando R$ 10 milhões dos cofres municipais. Essa quantia poderia ser investida nos equipamentos”, exemplifica.

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Prefeitura

O secretário de Saúde de Cubatão, Benjamin Rodriguez Lopez, classificou de “inverdade” a afirmação de que o Hospital Municipal apresenta risco de contaminação. “O atendimento na UTI está tranquilo e temos indicadores iguais aos obtidos pelas melhores UTIs do Brasil”, disse.

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Benjamim repudiou ainda o uso político-eleitoral da saúde, como vem fazendo alguns candidatos. “A Saúde Pública não pode ser usada como trampolim eleitoral. É preciso seriedade e respeito com o trabalho de inúmeros profissionais que atuam em nossa Cidade”,

Ele lamenta a tentativa de criar um cenário de crise e insegurança aos moradores e pacientes do Hospital. “Além de irresponsabilidade é a velha tática do quanto pior, melhor, tão repudiado pela população”.