Cotidiano
Não é segredo para ninguém que a altura de Lionel Messi, jogador argentino multicampeão e considerado um dos maiores da história, sempre foi um assunto polêmico. Mas você sabia que houve quem levasse o sonho de crescer a sério?
A técnica, apesar de impressionar, não é nova / Reprodução
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Não é segredo para ninguém que a altura de Lionel Messi, jogador argentino multicampeão e considerado um dos maiores da história, sempre foi um assunto polêmico. Mas você sabia que houve quem levasse o sonho de crescer a sério?
Um influenciador da Colômbia, de 29 anos, virou assunto nas redes sociais ao revelar que desembolsou mais de R$ 857 mil para se submeter a uma cirurgia de alongamento de pernas — procedimento capaz de acrescentar até 10 centímetros à estatura.
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A técnica, apesar de impressionar, não é nova. O método envolve a fratura controlada dos ossos das pernas, seguida da implantação de hastes metálicas dentro da tíbia e do fêmur. A partir daí, um sistema interno acionado por controle externo promove o afastamento gradual dos ossos, estimulando a regeneração óssea no espaço criado.
O crescimento acontece de forma lenta e monitorada: nos primeiros dias já surgem sinais de formação óssea, e, ao longo dos meses seguintes, o aumento costuma ocorrer em média um milímetro por dia. O processo exige disciplina e acompanhamento médico constante.
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Durante a recuperação, o paciente precisa passar por sessões intensas de fisioterapia e utilizar muletas ou andador até recuperar a mobilidade. A alimentação também faz parte do protocolo, com recomendação de dieta rica em cálcio para favorecer a consolidação óssea. Ao final do tratamento, uma nova cirurgia é realizada para retirar as hastes implantadas.
Embora muitos associem o procedimento apenas à estética, a busca pelo alongamento dos membros nem sempre está ligada exclusivamente à aparência. Em alguns casos, envolve questões de autoestima ou impactos psicológicos relacionados à altura.
Segundo o Hospital for Special Surgery, em Nova York, a taxa de sucesso da cirurgia chega a 95%. A instituição aponta que as complicações graves são raras, mas podem ocorrer efeitos como cicatrizes e rigidez nas articulações.
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O crescimento da procura por intervenções estéticas também reflete uma mudança no comportamento masculino. Dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps), divulgados em 2020, mostram que cerca de 15% dos procedimentos não cirúrgicos realizados no mundo foram feitos por homens. Entre os mais comuns estão aplicações de toxina botulínica, preenchimentos com ácido hialurônico, depilação, redução de gordura sem cirurgia e fotorejuvenescimento.
Já nas cirurgias, destacam-se procedimentos como blefaroplastia (pálpebras), lipoaspiração, correção de ginecomastia e rinoplastia. O Brasil aparece na liderança mundial em intervenções não cirúrgicas, concentrando 22,1% do total global.
O tema segue dividindo opiniões: enquanto alguns veem o avanço da medicina como uma ferramenta de transformação pessoal, outros questionam até que ponto a pressão estética tem influenciado decisões cada vez mais radicais.
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