Cotidiano
Além da suspeita de agressão, turista foi notificado pela Marinha por trafegar em área exclusiva para banhistas em Bertioga
Caso ganhou repercussão após imagens mostrarem o momento em que o homem tenta enforcar a mulher e a derruba da moto aquática durante o passeio / Reprodução/Redes Sociais (melhorada por IA)
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O turista de 48 anos que foi flagrado agredindo a namorada durante um passeio de moto aquática na Praia de Guaratuba, em Bertioga, no litoral de São Paulo, agora também poderá ser punido na esfera administrativa pela Marinha do Brasil.
De acordo com a Capitania dos Portos de São Paulo (CP-SP), o homem foi notificado por trafegar com a moto aquática em uma área destinada a banhistas — faixa de até 200 metros da linha de base, onde esse tipo de embarcação não é permitido. A infração pode resultar em multa de até R$ 1,6 mil ou na suspensão da habilitação para conduzir o veículo por até 60 dias.
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O caso ganhou repercussão após imagens mostrarem o momento em que o homem tenta enforcar a mulher e a derruba da moto aquática durante o passeio. Apesar de o episódio ter ocorrido no mesmo local da infração administrativa, a notificação da Marinha trata exclusivamente da condução irregular da embarcação.
A CP-SP informou que a notificação foi feita a partir da identificação do homem pela Polícia Civil. A Capitania destacou ainda que ele é habilitado e havia alugado a moto aquática para o passeio na região. Segundo apurado, o casal mora na capital paulista.
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O homem terá oito dias úteis para apresentar defesa. Ele está sujeito a multa que varia de R$ 40 a R$ 1,6 mil ou à suspensão da habilitação por até 60 dias, conforme previsto no Regulamento da Lei de Segurança do Tráfego Aquaviário.
Praia de Guaratuba, em Bertioga, tem uma histórico trágico em acidentes com moto aquática. Relembre o caso da menina Grazielly, que foi atropelada por veículo deste tipo enquanto brincava na parte rasa da praia.
Homem terá oito dias úteis para apresentar defesa; ele está sujeito a multa que varia de R$ 40 a R$ 1,6 mil (Foto gerada por IA)Depois deste acidente, muita coisa mudou. Regras foram criadas para quem gosta de pilotar moto aquática nas praias de SP.
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Na esfera criminal, a Polícia Civil deve instaurar um inquérito para apurar a agressão. Mesmo sem representação formal da vítima até o momento, o caso pode seguir adiante por se tratar de crime de ação penal pública incondicionada — ou seja, quando o Ministério Público pode dar início ao processo independentemente da vontade da vítima.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o casal discutia no último domingo (29) quando, em meio ao desentendimento, o homem teria derrubado a mulher na água. Após o episódio, ele ainda teria feito ameaças à vítima.
A mulher foi atendida pela Guarda Civil Municipal (GCM) e levada ao Complexo de Segurança Municipal. Em seguida, solicitou uma viagem por aplicativo e retornou para São Paulo.
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Ela também relatou que o companheiro tentou enforcá-la. Em um vídeo que circula nas redes sociais, é possível ver o momento após a queda, quando o homem realiza manobras com a moto aquática e, na sequência, se afasta do local.
O caso reacende o alerta para o uso irregular de motos aquáticas em áreas de banho, prática que coloca em risco a segurança de frequentadores e é passível de sanções administrativas.