Cotidiano
Um veículo elétrico adquirido por cerca de R$ 200 mil no fim de 2023, inicialmente visto como um passo rumo à mobilidade sustentável, hoje permanece parado
A experiência de Vincent expõe um alerta importante sobre os desafios envolvidos na rápida adoção de novas tecnologias automotivas / Pixabay
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Um veículo elétrico adquirido por cerca de R$ 200 mil no fim de 2023, inicialmente visto como um passo rumo à mobilidade sustentável, hoje permanece parado e sem qualquer uso em uma garagem na França.
O proprietário, Vincent Pasco, foi orientado pela própria seguradora a não circular mais com o automóvel, diante de falhas técnicas consideradas graves e capazes de representar risco imediato à segurança.
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O carro em questão é o MG4, modelo produzido pela montadora chinesa SAIC Motor. Em menos de dois anos, o que era um investimento promissor se transformou em frustração e prejuízo.
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Desde as primeiras horas de uso, o veículo apresentou comportamentos anormais. O volante vibrava constantemente, não mantinha o alinhamento correto e o sistema de assistência de permanência em faixa atuava de maneira brusca, interferindo na condução e tornando a dirigibilidade instável. Diante do cenário, a seguradora decidiu agir de forma preventiva e recomendou a retirada do carro de circulação.
A experiência de Vincent expõe um alerta importante sobre os desafios envolvidos na rápida adoção de novas tecnologias automotivas. O MG4, que deveria representar inovação e eficiência energética, acabou revelando fragilidades técnicas preocupantes logo no início de sua vida útil.
Os problemas relatados vão além de simples desconfortos. Segundo o proprietário, o veículo demonstrava comportamentos imprevisíveis, como se tomasse decisões sem a intervenção do motorista. Essa atuação inesperada dos sistemas eletrônicos gerava tensão constante e aumentava o risco de acidentes.
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O caso reacende o debate entre especialistas sobre a confiabilidade de tecnologias embarcadas em modelos elétricos recém-lançados, especialmente quando sistemas de assistência à condução não passam por testes suficientemente rigorosos antes de chegarem ao mercado.
Enquanto o carro segue inutilizado, Vincent enfrenta dificuldades para obter uma resposta efetiva da concessionária e da fabricante. A situação se arrasta entre processos burocráticos e a falta de suporte prático, ampliando a sensação de abandono.
O veículo parado simboliza um prejuízo financeiro significativo e uma quebra de expectativa. Mais do que um caso isolado, o episódio levanta uma questão sensível: falhas graves em modelos novos podem minar a confiança do consumidor e comprometer o ritmo da transição para uma mobilidade mais limpa e sustentável.
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