Cotidiano
Autor do livro Felicidade: um guia para desenvolver a habilidade mais importante da vida, ele defende que o caminho para uma vida mais plena passa, antes de tudo, por se libertar de fontes de sofrimento mental
De acordo com o monge e pesquisador, algumas emoções negativas impedem que as pessoas alcancem um estado de bem-estar duradouro. / ImageFX
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A busca pela felicidade ainda é um mistério para muitas pessoas. Diferentemente da alegria momentânea, especialistas afirmam que a felicidade é um estado duradouro de bem-estar, construÃdo ao longo do tempo.
Um dos nomes mais conhecidos quando o assunto é felicidade é o monge budista Matthieu Ricard, frequentemente chamado de 'o homem mais feliz do mundo'.
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Autor do livro Felicidade: um guia para desenvolver a habilidade mais importante da vida, ele defende que o caminho para uma vida mais plena passa, antes de tudo, por se libertar de fontes de sofrimento mental.
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Segundo Ricard, para alcançar a verdadeira felicidade é necessário abandonar três sentimentos que prejudicam o equilÃbrio emocional.
De acordo com o monge e pesquisador, algumas emoções negativas impedem que as pessoas alcancem um estado de bem-estar duradouro.
Entre elas estão:
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Ódio
Orgulho excessivo
Ciúmes
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Para Ricard, esses sentimentos alimentam estados mentais que geram frustração, ansiedade e sofrimento, dificultando a construção de uma vida emocionalmente saudável.
Em entrevistas, o monge afirma que a felicidade está ligada principalmente à liberdade interior.
Isso não significa liberdade fÃsica, mas sim a capacidade de não se deixar dominar por pensamentos e emoções negativas.
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'A liberdade interior é estar livre de traços mentais e reflexões que se traduzem em frustração e sofrimento', afirmou Ricard em entrevista à BBC News Mundo.
Segundo ele, quando uma pessoa é dominada por emoções como ódio, orgulho ou ciúmes persistentes, acaba se tornando 'escrava das próprias fabricações mentais'.
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Especialistas da área de saúde mental também apontam que sentimentos negativos podem comprometer o bem-estar.
Em entrevista anterior ao portal MinhaVida, a psicóloga Milena Gonçalves Lhano destacou que o ciúme excessivo pode funcionar como uma espécie de prisão mental.
Segundo ela, a pessoa que sente ciúmes intensos tende a viver em constante tensão e insegurança.
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'Quem sente não tem paz nem tranquilidade e acaba vivendo a vida do outro. E quem convive com uma pessoa possessiva também perde a liberdade e a individualidade', explicou.
Para Matthieu Ricard, embora as pessoas tenham controle limitado sobre fatores externos, é possÃvel trabalhar a própria mente para alcançar maior equilÃbrio emocional.
Segundo ele, a mente pode se tornar a melhor aliada ou a maior inimiga de uma pessoa, dependendo de como é conduzida.
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Por isso, práticas como autoconhecimento, reflexão e desenvolvimento emocional são consideradas caminhos importantes para reduzir pensamentos automáticos negativos e construir uma vida mais feliz e equilibrada.