O físico britânico Stephen Hawking alertou que a Terra pode se tornar inabitável até 2600 e defendeu a colonização espacial como alternativa para garantir a sobrevivência humana / Wikimedia Commons
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Stephen Hawking passou a vida decifrando os mistérios do universo, mas, nos seus últimos anos, sua maior preocupação era o destino do nosso próprio pálido ponto azul. Para o físico, a humanidade não tem apenas um desafio ambiental pela frente; ela tem um prazo de validade.
Segundo suas projeções, se não mudarmos drasticamente o rumo da civilização, a Terra pode se tornar inabitável em menos de seis séculos.
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O alerta, reforçado durante a Cúpula WE da Tencent em Pequim, não era baseado em misticismo, mas em matemática e consumo.
Hawking observou que a população mundial dobra a cada quarenta anos, um ritmo que exige recursos naturais que o planeta simplesmente não consegue repor com a mesma velocidade.
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O cenário desenhado por Hawking é visualmente aterrador. Ele previu que o avanço descontrolado do progresso humano e o uso massivo de eletricidade gerariam tanto calor que, até o ano 2600, a Terra passaria a "brilhar em vermelho vivo", assemelhando-se ao aço em estado de fusão.
Mais do que o calor gerado pela atividade direta, o físico alertou para um efeito estufa irreversível.
Se as emissões de gases poluentes não forem freadas agora, corremos o risco de transformar nosso lar em uma "cópia" de Vênus: um lugar com temperaturas escaldantes de 250 graus Celsius e chuvas de ácido sulfúrico. Nesse ambiente, a vida, como a conhecemos, deixaria de existir.
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Para Hawking, a solução para evitar a extinção da espécie humana não é apenas local, mas interplanetária.
Ele defendia que a exploração espacial deve ser encarada como uma prioridade estratégica, e não apenas como curiosidade científica. A ideia é simples e dura: precisamos de um "Plano B" em outros sistemas estelares.
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A boa notícia é que a tecnologia já está tentando alcançar essa visão. Projetos modernos trabalham com a meta de enviar sondas ao sistema Alfa Centauri — o vizinho estelar mais próximo de nós — em uma viagem de apenas vinte anos.
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A mensagem deixada por Hawking é um chamado à responsabilidade. O limite físico da Terra exige mudanças profundas na forma como organizamos nossa economia e consumimos energia.
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Enquanto buscamos novas casas entre as estrelas, o desafio imediato permanece aqui embaixo: evitar que o brilho do progresso se transforme no calor que extingue a vida.
Buscar um novo lar tornou-se, nas palavras do cientista, uma necessidade urgente para garantir que a história da humanidade continue a ser escrita.