Haddad quer pancadões dentro de clubes municipais

No início do mês, o prefeito de São Paulo vetou um projeto de lei que proibia a realização de bailes funks em diversos locais da cidade

Comentar
Compartilhar
20 JAN 201415h11

A fim de evitar transtornos para a vizinhança, a Prefeitura de São Paulo quer que os jovens que ouvem funk em seus carros nas ruas e calçadas da periferia de São Paulo passem a ocupar os chamados Clubes da Comunidade (CDCs). O prefeito Fernando Haddad (PT) afirmou nesta segunda-feira, 20, que o uso desses espaços está liberado para os pancadões.

"Já são 12 CDCs que já estão abrindo 24 horas e a recomendação que eu fiz ao Simão Pedro, secretário de Serviços, é para tratar o CDC como se fosse uma praça pública, não com iluminação privada, com iluminação pública, que acende automaticamente com o cair do sol", declarou o petista durante visita ao Mercadão, no centro. "Ali, se tiver gestão, as pessoas vão poder chegar com o seu som, vão poder fazer a sua ocupação numa área distante da residência dos trabalhadores que precisam descansar um pouco para retomar suas atividades no dia seguinte."

O prefeito Fernando Haddad quer pancadões dentro de clubes municipais (Foto: Divulgação)

No início do mês, Haddad vetou um projeto de lei que proibia a realização de bailes funks em diversos locais da cidade. A proposta havia sido aprovada na Câmara Municipal de São Paulo em dezembro. Segundo relatou o prefeito, seu receio era que, com a aprovação da medida, o estilo musical fosse criminalizado.

Dias antes, o prefeito havia regulamentado uma lei que multa em R$ 1 mil (R$ 4 mil, em caso de reincidência, além de apreensão do veículo) quem decidir manter o som do carro alto na calçada ou na rua. Essa restrição, diferentemente do projeto da Câmara, não discrimina o tipo de estilo musical proibido, e vale para qualquer som alto que esteja atrapalhando a vizinhança, inclusive os pancadões.