Apesar das demissões do secretário de Segurança Urbana de São Paulo e de dois subprefeitos, todos filiados ao PMDB, o prefeito Fernando Haddad (PT) negou que haja crise com o partido na administração da capital paulista.
Ligados aos vereadores peemedebistas, os subprefeitos de Santana e de Santo Amaro foram substituídos nesta quarta (21), conforme adiantou a Folha de S.Paulo.
“É discricionário da administração substituir [secretário e subprefeitos] quando entende que o desempenho pode ser melhor. Não tem nada a ver com o PMDB”, disse o prefeito na manhã desta quarta (21).
“Tem troca de subprefeitos com frequência. Às vezes a pessoa pede para sair, às vezes precisa ser substituída”, completou Haddad.
Em agosto, a Folha de S.Paulo mostrou que a prefeitura trocou um subprefeito da cidade a cada 20 dias em média. Parte dessas trocas foi motivada por questões políticas, por indicações de vereadores que buscam ganhar influência em suas zonas eleitorais.

A prefeitura disse, à época, que o número de trocas não estava acima da média do serviço público.
Na terça (20), a prefeitura exonerou o então secretário de Segurança Urbana, ítalo Miranda Júnior, delegado e também filiado ao PMDB, após uma série de erros cometidos pelo titular da pasta.
Miranda Júnior decretou sigilo de dados relativos à Guarda Civil Metropolitana, incluindo imagens de câmeras de monitoramento de ruas e informações sobre a central de atendimento, como mostrou a Folha de S.Paulo na última semana.
O ex-secretário também nomeou uma funcionária “fantasma” como assessora de imprensa, que nunca apareceu para trabalhar, revelado pelo jornal “O Estado de S. Paulo”.
Ele nomeou, ainda, o administrador de empresas Eduardo Anastasi, que havia sido chefe de gabinete do deputado estadual Coronel Ubiratan (1943-2006), acusado pelo massacre do Carandiru.