O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta quinta (20) que o fechamento aos veículos da avenida Paulista, região central, pode ocorrer apenas uma vez por mês, a depender da “reação da cidade”.
Neste domingo, a via será aberta a pedestres e ciclistas pela segunda vez -a primeira foi em junho, durante inauguração de uma ciclovia na região.
“A Paulista já fechou aos domingos, uma vez por mês, com bons resultados, depois se abandonou o projeto. Amanhã, a própria comunidade vai interagir com a gente, para ver se é bom todo domingo ou uma vez por mês. Vamos testar as hipóteses, vamos verificar qual é a reação da cidade”, disse Haddad, em visita às obra de um hospital da Rede Hora Certa, no Butantã (zona oeste).
Nesta semana, o petista já dava como certa a interdição definitiva todos os domingos. “É provável”, disse Haddad, na terça. Segundo ele, a medida dependia da decisão da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego).

Hoje, o prefeito rebateu as críticas da Vilma Peramezza, presidente da associação Paulista Viva. Em entrevista à Folha, ela afirmou que comerciantes da avenida reclamou de queda nas vendas quando a Paulista fica fechada aos veículos.
Haddad afirmou que ouviu relatos “no outro sentido também”, de que as vendas do comércio melhoraram em dias em que a avenida ficou fechada aos veículos.
“Existe uma demanda por áreas de lazer aos domingos na cidade inteira. Estamos muito atrasados, inclusive na América Latina, no que diz respeito à apropriação do espaço público.
Estamos atrás de Bogotá, Buenos Aires, Medelin. Quando fecharam a Times Square [em Nova York], não sabiam o que iria acontecer. Hoje as pessoas querem mais”, completou.
Neste domingo, a Paulista será fechada para a inauguração da ciclovia da av. Bernardino de Campos, que ligará a Paulista e a rua Vergueiro, no Paraíso (zona sul).