FATOS CURIOSOS

Há 66 anos, esta ilha era a mais densamente povoada do mundo; hoje, é fantasma

A incrível transformação da ilha japonesa que desafiou os limites da geografia urbana

Igor de Paiva

Publicado em 31/12/2025 às 18:04

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Entenda por que cinco mil pessoas viviam confinadas em um pequeno rochedo no oceano / Jakub Hałun/Wikimedia Commons

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Mais de cinco mil pessoas já dividiram um espaço de apenas 60 mil metros quadrados. Essa era a realidade de Hashima em meados de 1959.

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Entretanto, esse formigueiro humano durou pouco tempo na história do Japão. Em 1974, o local foi abandonado e ganhou o status de ilha fantasma. Aproveite e veja também: Ilha próxima de paraíso natural vira sinônimo de tranquilidade para o verão

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O motor que impulsionou a ilha

A ocupação acelerada ocorreu devido às jazidas de carvão encontradas sob o mar. A Mitsubishi comprou o terreno e instalou uma estrutura de mineração complexa.

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O carvão impulsionou o crescimento e atraiu famílias inteiras para o rochedo. Assim, a ilha transformou-se em um centro produtivo de extrema relevância econômica.

A infraestrutura do gigante de ferro

Prédios altos e serviços essenciais foram criados para sustentar a crescente população local. O formato das construções lembrava um navio, gerando o apelido "Gunkanjima".

O concreto dominava a visão, já que quase não existiam árvores no local. Além disso, o isolamento geográfico forçava uma convivência muito próxima entre os moradores.

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O sofrimento entre as paredes de pedra

Infelizmente, a história local também guarda relatos de exploração e dor profunda. Trabalhadores forçados sofreram na "Ilha do Inferno" durante a Segunda Guerra Mundial.

As condições eram precárias e a rotina dentro das minas era exaustiva. Além disso, os trabalhadores menos experientes moravam nos andares mais vulneráveis a tufões e outros desastres naturais.

O destino final das ruínas japonesas

A economia mudou e o petróleo desbancou o uso do carvão mineral. Portanto, a Mitsubishi encerrou as atividades e a ilha foi evacuada em poucas semanas.

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Atualmente, restam apenas escombros deteriorados pelo tempo e pela força das tempestades. A visitação pública é restrita por segurança, permitindo acesso apenas a áreas específicas.

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