Guarujá sedia 3ª Semana da Mata Atlântica da Baixada Santista

O evento será realizado entre os dias 27 e 29 de maio e reunirá representantes de outras cidades da Baixada Santista

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13 MAI 201512h28

Guarujá sediará a 3ª Semana da Mata Atlântica, entre os dias 27 e 29 de maio, reunindo representantes locais e dos nove municípios da Baixada Santista, além de órgãos especializados que apresentarão projetos e atividades já desenvolvidas em suas Cidades. O objetivo é enfrentar o desafio de conciliar o desenvolvimento com a preservação dos recursos naturais e o meio ambiente, inserindo a população nesse contexto.

A abertura da 3ª Semana da Mata Atlântica será dia 27 de maio, às 19 horas, no Delphin Hotel (Av. Miguel Estéfno, 1295 - Enseada). No dia 28 serão desenvolvidas atividades pontuais e permanentes nos municípios participantes. O encerramento do evento será dia 29, na Unaerp, ocasião em que será realizada uma mesa redonda na qual serão debatidas e apresentadas propostas para a preservação e ampliação da Mata Atlântica remanescente na Baixada Santista.

Os representantes dos municípios poderão apresentar novas ideias de atividades e estudos, que estimulam os munícipes a se tornarem protagonistas de programas e projetos voltados a sustentabilidade, com a mensagem principal do evento: “O Homem envolvido pelo Bioma Mata Atlântica”.

Para o secretário de Meio Ambiente de Guarujá, Adilson Cabral, a Mata Atlântica representa um patrimônio natural de valor imensurável para a sociedade. “Neste sentido, a realização da semana da mata atlântica de cunho regional serve para reafirmar esta importância, bem como potencializar as ações de preservação e recuperação do bioma à partir da articulação dos municípios da Baixada Santista.”

Segundo o diretor de Meio Ambiente da Prefeitura de Mongaguá, Adriano Donatti, as ações têm que ser feitas para facilitar o equilíbrio ecológico. “A semana chama a responsabilidade para os municípios cuidarem desse bioma tão importante. Nessa primeira reunião entre os interlocutores foi definido um formato mais coerente, possibilitando atividades em todas as cidades, integrando a comunidade com a Mata Atlântica.”

O objetivo principal da 3ª Semana da Mata Atlântica é tornar o que foi pensado e proposto durante o evento em ações regionais, em toda a Baixada Santista, que contribuam para a preservação do bioma (conjunto formado pelo clima, vegetação, hidrografia e relevo de uma determinada região). A Mata Atlântica é o segundo bioma mais importante do País. É tombado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como patrimônio histórico da humanidade, devido a sua biodiversidade.

“É importante que os municípios venham a entender, de forma conscienciosa, que cada cidade é parte integrante da Região Metropolitana e que habitamos a Mata Atlântica. Com base nesse princípio, temos que pensar e repensar a manutenção desses biomas (Mata Atlântica e Oceano Atlântico)”, disse o analista de planejamento da Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem), Francisco Gomes da Costa Neto.

Essa preocupação com a preservação da Mata Atlântica é lembrada pela secretária de Meio Ambiente de Bertioga, Marisa Roitmamn. A Cidade mantém intacto 97% do seu bioma: matas ciliares, restingas, o jandú, mangues e a Mata Atlântica. “Esse é o grande desafio: transformar esse passivo ambiental em ativo, promover o desenvolvimento econômico com a preservação do meio ambiente e justiça social”. Marisa aposta no turismo sustentável e na educação ambiental, como ferramentas para preservar a natureza para as gerações futuras. “Temos que compatibilizar o desenvolvimento com a preservação dos ecossistemas. O lucro será de todos. É possível ter qualidade de vida, preservação do meio ambiente e desenvolvimento econômico”, afirma Marisa Roitman.

Cronograma – A 3ª Semana da Mata Atlântica está sendo organizada pelo Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista (Condesb), por meio da Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem), com a participação dos nove municípios da Baixada Santista. A coordenação da edição deste ano é de responsabilidade da prefeitura de Guarujá.

A abertura acontece no dia 27. Já no dia 28, serão desenvolvidas atividades dentro de cada município, como: palestras, passeios dentro das matas por meio de trilhas ecológicas, visitas às comunidades tradicionais, visitas a locais urbanos integrados na mata, passeios de barco, entre outras ações.

A cerimônia de encerramento será dia 29, na Unaerp (Avenida Dom Pedro I, 3.300 – Enseada), onde ocorrerá uma mesa redonda, das 15 às 18 horas, na qual serão apresentadas as propostas e ações de cada cidade. O encerramento está previsto para 19 horas, com palestra do secretário estadual de turismo, Roberto de Lucena.

Mata Atlântica – A Mata Atlântica abrange quase toda a costa do Brasil, além de partes do Paraguai e da Argentina. É considerada a mais rica entre as florestas tropicais úmidas de todo o planeta e possui diversas espécies endêmicas, como o mico-leão-dourado e a onça-pintada, ameaçados de extinção.

A partir da colonização europeia, no século XVI, a Mata Atlântica passou por intenso processo de desmatamento. Na época, o pau-brasil foi o principal alvo de extração e exportação. Atualmente, no Brasil, resta menos de 10% da cobertura vegetal original, a maior parte na Serra do Mar.