Município conta com cinco equipes de campo / Divulgação/PMG
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O ano de 2010 em Guarujá ficou marcado por uma epidemia de dengue na Cidade. Foram mais de 10 mil casos confirmados, incluindo mortes, sendo necessária a instalação de uma tenda para prestar o devido atendimento à população. Afinal, a rede municipal de Saúde não possuía mais estrutura para receber toda a demanda à época.
E neste ano, a Prefeitura de Guarujá comemora os resultados positivos, com uma redução significativa no número de casos de dengue. No comparativo entre 2016 e 2018, por exemplo, o Município obteve uma queda de 95,58% de casos confirmados da doença.
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Somente no ano de 2016, Guarujá teve 905 casos, contra apenas 40 registrados em todo o ano passado. Em 2017, o total chegou a 52 casos. Essa queda de mais de 95% se deve às ações implementadas pela Secretaria Municipal de Saúde, desde o início da atual administração, que são reforçadas, principalmente, durante a temporada de verão.
E para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti na Cidade, o Município conta também com cinco equipes de campo, que desenvolvem os trabalhos de prevenção e controle. No ano de 2017, eles visitaram um total de 144.477 imóveis, e em 2018, esse número subiu para 209.386 locais vistoriados.
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Geralmente, quando estão na atividade casa a casa, os agentes de endemias encontram criadouros do mosquito, em pratos de planta e ralo externo. Conforme os mapeamentos de risco tanto de 2017 como 2018, os bairros mais vistoriados foram os de Vicente de Carvalho, além de Santa Rosa e Enseada.
Segundo a coordenadora de Controle e Combate às Endemias da Prefeitura de Guarujá, Ana Lúcia Gama da Cruz, a população é uma importante parceira do Poder Público. "As pessoas devem receber os agentes (devidamente uniformizados), pois eles têm sempre orientações relevantes ao morador", salienta.
Ela acrescenta que a população pode, ainda, seguir alguns cuidados para evitar criadouros do Aedes. "Deve ser uma ação constante: colocar duas colheres de sal nos ralos, uma colher de detergente na bandeja de geladeira, verificar as calhas, olhar as pingadeiras dos filtros de água, caixas d'água, entre outros objetos que possam acumular água". Outra dica importante é ter atenção com as fortes chuvas. "Ela (chuva) leva embora todo o tratamento feito. Então logo é necessário fazer um repasse no tratamento".
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Reforço na prevenção – No último dia 15 – Dia de Santo Amaro, Padroeiro de Guarujá, a Vigilância Epidemiológica do Município destinou quatro novos veículos e duas máquinas de nebulização. Foram dois carros Fiat Strada, dois de modelo S-10, que auxiliarão em serviços como telagens, casa a casa, ações técnicas e a equipe de Informação, Educação e Controle (IEC). Quanto aos maquinários, esses só poderão ser utilizados em caso de epidemia.
Principais ações de prevenção desenvolvidas pela Prefeitura:
- Casa a casa intensificado, conforme o resultado de mapeamento de risco na área com maior infestação;
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- Visitas a pontos estratégicos pela equipe de Informação, Educação e Comunicação do Controle de Dengue de Guarujá (IEC) para avaliação;
- Apresentação do teatro de fantoches nas creches para sensibilizar a população;
- Distribuição de material educativo com a tenda inflável (conforme mapeamento de risco);
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- Mutirão de retirada de criadores nos setores de maior infestação larvária;
- Telhagem de caixa d´água em todas as áreas, e em obras paradas;
- Solicitação de vistorias via telefone: 3308-7080 (Ouvidoria) ou 3341- 6569 (Controle Dengue)
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- Projeto Verão: distribuição nas praias de material educativo, tenda inflável e teatro de fantoches;
- Monitoramento das ações de campo, com as equipes dos agentes comunitários de saúde;
- Busca ativa de notificações nas Unidades de Pronto-Atendimento (UPAS), aos finais de semana (serviço já funciona durante a semana, mas vem sendo intensificado no final de semana, para uma ação mais eficaz em casos suspeitos);
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- Plantões dos agentes de endemias para realização do serviço de bloqueio aos finais de semana
- Monitoramento dos casos suspeitos e confirmados de dengue, chikungunya, zika e febre amarela;
- Monitoramento laboratorial e busca ativa de notificações;
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- Treinamento de notificações por Agentes Comunitários de Saúde;
- Treinamento para profissionais de Saúde em manejo clínico;
- Treinamento de retirada de criadouros e registro das ações para agentes comunitários de saúde;
- Reforço dos protocolos e fluxos internos e externos para melhorar a assistência aos pacientes nas unidades de saúde;
- Realização de Bloqueio Controle de Criadouros (BCC) em todos os casos suspeitos de dengue, chikungunya, zika e febre amarela;
- Ações do IEC: palestras de orientação de retirada de criadouros
- Ações de orientação e controle em hotéis e pousadas, antes do início da temporada de verão
- Ações nos cemitérios antes do feriado de finados. Nesses locais, o modo de ação também mudou: foi feita a nebulização para reduzir mosquitos, e o larvicida, para eliminar as larvas.
- Ação preventiva para os feriados prolongados: implantação de equipe de busca ativa, com agentes nas Unidades de Pronto-Atendimento para acompanhar e verificar qualquer notificação suspeita.
- Equipe de nebulização de prontidão, para atuação em campo se necessário, em localidades que apresentem infestações
- Programada ação preventiva nas borracharias da Cidade, e atuação rigorosa da Vigilância Sanitária, caso sejam encontrados criadouros.
- Mapeamento de risco: ações em pontos estratégicos de maior infestação, como locais de acumuladores, imóveis fechados, nos locais com infestação.