Guarujá quer centro de pesquisa para estudos de animais marinhos

Parceria entre Prefeitura e Unifesp está sendo articulada e deve trazer benefícios ao meio ambiente e moradores

Uma boa notícia para o meio ambiente regional. A Prefeitura de Guarujá planeja revitalizar a Base de Monitoramento Ambiental – Laboratório Estuarino – Centro de Triagem de Animais Marinhos, localizado no quilômetro 13,5 da Rodovia SP 66 – Guarujá/Bertioga, na área conhecida como Rabo do Dragão.

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Na última sexta-feira (13), professores do Campus Santista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) foram ao local com técnicos da Secretaria de Meio Ambiente (Seman) de Guarujá para iniciar tratativas de uma parceria visando a montagem de um centro de pesquisa no local.

Atualmente, no local, funciona o Centro de Reabilitação de Animais Marinhos do Instituto Gremar – Pesquisa, Educação e Gestão de Fauna. A Administração também estuda a possibilidade de implantar um posto avançado de fiscalização ambiental e fazer parcerias com outras cidades. Como os projetos ainda se encontram em fase de estudo, ainda não há previsão de valores de investimento.

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O diretor do Instituto do Mar (Imar) da Unifesp, Igor Medeiros, demonstrou satisfação com a perspectiva da utilização do imóvel. Segundo ele, a utilização de uma base avançada com saída para o mar é essencial para a universidade. Ele também destacou o ecossistema preservado do local, com manguezal e estuário preservados. O diretor afirma que o objetivo da base é a realização de projetos que tragam retorno para a comunidade do entorno.

ANTIGA.
A parceria com o Gremar remonta a 2012, quando foi assinado um convênio de cooperação técnica com a Prefeitura de Guarujá para a execução de programas de manejo da fauna, educação ambiental e salvamento desses animais.

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No Ambulatório Médico-Veterinário do Gremar, animais marinhos que foram vítimas de acidentes e intoxicação recebiam os primeiros socorros e estabilização. A Prefeitura também desenvolveu programas de Educação Ambiental beneficiando a comunidade, em especial a do entorno da Base Ambiental.

A Base nasceu em 2013, no governo da prefeita Maria Antonieta de Brito (MDB), com objetivo de fomentar o desenvolvimento sustentável. Na época, abrigou a Casa Flutuante Aratu, da Semam, uma parceria da Prefeitura, Ministério Público Estadual (MPE) e iniciativa privada.

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INVESTIMENTO.
O equipamento, que chegou a vislumbrar um laboratório de monitoramento ambiental, somou investimentos na ordem de R$ 1,1 milhão em equipamentos e instalações em função de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), assinado entre o MPE, que também gerou a reforma do píer com subsídios da empresa Phoenix.

Por estar em uma área de mangue e na Mata Atlântica da Serra do Guararu, o local era um imenso laboratório a céu aberto, onde não só os alunos da rede municipal de ensino, mas também estudantes universitários e pesquisadores desenvolviam trabalhos e pesquisas.

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No local, além dos laboratórios para pesquisa e análise dos índices da balneabilidade da água do mar, também funcionou a Base de Fiscalização Grupamento Ambiental da Guarda Municipal.

Vale lembrar que ainda foram instalados tanques (de diferentes tamanhos) para a recuperação de animais marinhos. (Carlos Ratton)