Guarujá: Inscritos no processo seletivo não serão prejudicados

O processo seletivo, que visa o preenchimento de 79 vagas na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Doutor Matheus Santa Maria, foi cancelado após uma confusão na Unaerp Guarujá

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27 FEV 2018Por Bárbara Farias09h00
Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Doutor Matheus Santa Maria é conhecida como PAM da RodoviáriaFoto: Divulgação/PMG

Os 3.500 candidatos inscritos no processo seletivo realizado no último domingo pela Pró-Vida, em Guarujá, não serão prejudicados. É o que garantem a organização social e a Secretaria Municipal de Saúde. O processo seletivo, que visa o preenchimento de 79 vagas na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Doutor Matheus Santa Maria, conhecida como PAM da Rodoviária, foi cancelado após uma confusão na Unaerp Guarujá, o local da prova.

Candidatos relataram desorganização na recepção aos inscritos, atraso, folhas de exames insuficientes para a quantidade de pessoas e até vazamento de gabarito. No entanto, a Pró-Vida esclareceu ao Diário do Litoral que “havia um quadro de funcionários preparados para atender a realização normal das provas. Porém, o comparecimento de pessoas sem inscrição prévia resultou em um atraso que desencadeou o tumulto entre os presentes e o consequente cancelamento da prova”.

A organização social informou ainda que “está apurando os acontecimentos que culminaram no cancelamento da realização das provas”.

A Pró-Vida garantiu também que não serão abertas novas inscrições. “Em respeito aos candidatos inscritos dentro do prazo estipulado inicialmente, não haverá a abertura de novas inscrições. Esses mesmos candidatos poderão se informar da nova data (ainda não definida) pelo edital, que será publicado no site www.osprovida.org.br.”

A Pró-Vida foi notificada ontem pela Secretaria de Saúde. “Notificamos a OS, que tem 72 horas para esclarecer os fatos do tumulto ocorrido no dia da prova”, afirmou o secretário adjunto de Saúde, Sandro Abreu. Segundo ele, caso fique comprovado que houve alguma falha na organização pela Pró-Vida, que resultou na confusão de domingo, a empresa poderá ser penalizada e multada.

Entretanto, Abreu explicou que, conforme o contrato de gestão firmado entre o Município e a Pró-Vida, a empresa tem prazo de até 60 dias, contados a partir da assinatura (5 de fevereiro), para fazer a transição para a gestão do PAM. O processo de transição, segundo explicou, inclui a realização do processo seletivo para a contratação de pessoal e adequações na UPA. Abreu disse também que a empresa informou que poderia concluir todo o processo em até 45 dias.

“É importante ressaltar que não houve nenhum prejuízo aos candidatos inscritos no processo seletivo”, finalizou o secretário adjunto.