Guarujá ganhará estacionamento rotativo para 500 caminhões

Objetivo é aliviar o trânsito na Cidade; promessa foi feita pelo ministro dos Portos à prefeita Antonieta; obras da fase 2 da Perimetral poderão serão aceleradas e outros investimentos também devem ser feitos na cidade

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04 MAR 201517h50

Em reunião realizada nesta terça-feira (3) em Brasília, a prefeita Maria Antonieta de Brito ouviu a promessa do ministro dos Portos Edinho Araújo, que Guarujá deverá ganhar um estacionamento rotativo para 500 caminhões, afim de evitar os impactos no trânsito no Distrito de Vicente de Carvalho, principalmente na época de safra, com o excesso de veículos que se dirigem ao Porto.

O estacionamento deverá ser localizado no terreno ao lado do novo acesso ao Porto de Guarujá, junto à Rodovia Cônego Domênico Rangoni, que pertence ao grupo Fassina e a Dow Química, que já é alugado por R$ 70 mil por mês e pago pela Companhia Docas.

Para detalhar a operação e a obra uma reunião deverá ser marcada entre técnicos da Prefeitura, da Codesp e da Secretaria de Portos em data a ser definida.

“O ministro foi prefeito e entende a relação de prefeitos com os munícipes, o que é o melhor para o município. Sabemos que está havendo contingenciamento em diversos níveis de governo, em vários ministérios e pedimos que isto não atinja a nossa necessidade de segregação definitiva dos veículos que vão para o Porto, dos veículos da cidade, para melhorar a vida das pessoas”, pontuou a prefeita Antonieta.

Objetivo é aliviar o trânsito na Cidade; promessa foi feita pelo ministro dos Portos à prefeita Antonieta; obras da fase 2 da Perimetral poderão serão aceleradas e outros investimentos também devem ser feitos na cidade (Foto: Divulgação)

Outro ponto discutido na reunião foi a renovação do contrato de arrendamento portuário da Santos Brasil, que aguarda avaliação da Secretaria Especial de Portos (SEP). “A renovação é fundamental para o desenvolvimento do município. Além dos impostos que recolhemos das indústrias portuárias, mais de 90% dos empregados da empresa são de Vicente de Carvalho e, portanto perder competividade significa perder postos de trabalho”, explicou Antonieta.

A prefeita defendeu também a criação de uma hidrovia de transporte de cargas para ajudar no desenvolvimento do Centro Industrial e Naval (Cing). “Os próprios investimentos vão permitir que a economia seja aquecida com as obras, com os trabalhos técnicos, com a contratação de pessoas, com a modernização e com a exploração de petróleo e gás na região”, disse a prefeita.

Sob o aspecto de vista ambiental, esses pontos estão de acordo com a visão estratégica da cidade, da sustentabilidade e do desenvolvimento desses empreendimentos. “Ao propor um acesso ao Cing e os investimentos da Tecon e Santos Brasil alinhamos a Agenda 21, que a prefeita elaborou em conjunto com a sociedade, ao longo dos últimos anos. Então, a sustentabilidade nesses investimentos, equilibrando os interesses do Porto e da Cidade estão muito claros nos pleitos da prefeita”, explicou o secretário do Meio Ambiente Adilson Cabral, presente ao encontro com o ministro.

Na reunião também foi reivindicada a fase dois da Avenida Perimetral, cujo projeto executivo está sendo concluído, mas que ainda tem algumas ponderações da Ecovias e da Artesp, o que pode atrasar o calendário. A preocupação da Administração Municipal é que sejam aportados os recursos para a execução da obra.

“A preocupação da prefeita é com a chegada da nova safra, para que isso não gere nenhum transtorno e impacto na cidade, por isso precisamos concluir a Perimetral como um todo. Nós temos uma promessa da Codesp que o projeto ficará pronto no primeiro semestre deste ano e as obras no segundo e a prefeita veio pedir o apoio do ministro para que se acelere esse processo e o ministro Edinho se mostrou sensível. Ele quer atender os pedidos e, num prazo possível”, disse Adilson de Jesus, secretário de Desenvolvimento Portuário, que também esteve em Brasília acompanhando as reivindicações da cidade.