Guarujá ensina crianças com deficiência usando Educação Inclusiva da Sala de Recursos

A Sala de Recursos Multifuncional é uma continuidade da sala de aula com os professores; o programa usa brincadeiras para a aprendizagem

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14 MAI 201510h17

Pensando na Educação Inclusiva e criando condições que asseguram a participação de alunos com deficiência na sala de aula é que a Prefeitura de Guarujá beneficia mais de 500 crianças da rede municipal de ensino, com a Sala de Recursos Multifuncionais (SRM), um dos serviços de atendimento educacional especializado.

A coordenadora de Educação Especial da Diretoria de Educação Infantil e Fundamental, Tamara Rocha Vieira explica que a Sala de Recursos é um programa do Governo Federal, em parceria com os municípios, destinado aos estudantes com deficiência intelectual, visual e auditiva, facilitando o acesso, participação e aprendizagem dos alunos.

Ela conta que no Guarujá as SRM´s foram montadas em 2009 e 38 escolas da Rede Municipal de Educação utilizam os equipamentos, beneficiando 575 crianças. "Com programas como esse buscamos garantir a inclusão dos alunos com deficiência em classes regulares de nossa rede de ensino", completa Tamara.

Os professores da SRM são especializados nos diferentes tipos de necessidades educacionais e na educação inclusiva. Um exemplo é a professora da Escola Municipal João de Oliveira, no Morrinhos, Paula Cristina Bacellar. Utilizando a Sala de Recursos Multifuncionais (SRM), a professora vem mudando a história de crianças com deficiência intelectual.

De acordo com Paula, a Equipe Gestora do programa na escola investe nos equipamentos da sala de recursos em brincadeiras, para aprender brincando e desenvolvendo habilidades motoras, visuais e auditivas. Ela diz ainda, que as atividades acontecem fora do horário das aulas regulares, e as crianças se reúnem durante 50 minutos na Sala.

Paula trabalha com 14 crianças de três a seis anos, entre as unidades Neim Groussier Magri (Rua Daniel Matos da Silva, Quadra 105, nº 135 – Morrinhos I); E.M. Prof. Guilherme Furlani Junior (Travessa 253, s/nº – Morrinhos II); E.M. Constantino Michaello Conde (Rua Reinaldo Ribeiro de Almeida, s/nº – Vila Zilda) e Neim Joana Mussa Gaze (Rua 02, s/nº – Vila Zilda). Além disso, ela ainda orienta todos os professores, inspetores e coordenadores envolvidos com as crianças especiais, e adequa os materiais utilizados.

A professora explica que o envolvimento dos pais é crucial para o desenvolvimento das crianças, e tem como exemplo a Patrícia Fidelis da Silva, mãe de Felipe Fidelis Tobias, que diz “ele faz tratamento desde os dois anos, e nesse ano está na escola com esse apoio da Sala de Recursos. As dificuldades dele são trabalhadas e já vem melhorando muito em sua concentração e também na parte pedagógica”, contou.

O filho, Felipe, 5 anos, é autista e declara “eu gosto de fazer as casinhas para os bichos e depois pegar as letras e formar os nomes deles”. Já Nicoly Araújo da Silva, criança com paralisia cerebral, de cinco anos, demonstra gostar das bonecas. Segundo a professora, esse exercício trabalha com atividades de casa, com a vida diária.

A Diretora da Escola, Roseli de Fátima Augusto Alvarenga diz dedicar-se em apoiar a professora em materiais pedagógicos, com a flexibilidade dos horários de aula e na recepção dos alunos da área de abrangência. “Todas as atividades são feitas em conjunto, interagindo as crianças excepcionais com toda a turma.” Ela afirma manter um diálogo contínuo entre as professoras, por meio dos Horários de Trabalho Pedagógico Coletivo (HTPC).

A professora Paula Cristina Bacellar trabalha há 25 anos na rede municipal de educação e nos quatro últimos esteve trabalhando na Sala de Recursos da escola. É formada em pedagogia de excepcional e também em educação especial e inclusão, na Faculdade do Carmo, em 1986.