Guarujá é a cidade da Região com mais obras paradas

TCE aponta 16 obras paradas em levantamento. Prefeitura esclarece que, desse total, quatro foram concluídas.

Das nove cidades da Baixada Santista, Guarujá é a que mais tem obras paradas, segundo o Painel de Obras Atrasadas ou Paralisadas do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, divulgado no início deste mês. Ao todo, são 16 obras sem conclusão que contabilizam quase R$ 100 milhões (R$ 97.559.122,04) em investimentos. Questionada, a prefeitura confirma os atrasos, mas esclarece que, desse total, quatro foram concluídas.

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Entre as obras sem conclusão está a reforma do ginásio de esportes Marivaldo Fernandes (Guaibê), atrasada em mais de cinco anos. Orçada em cerca de R$ 1 milhão, via convênio federal, a obra era para ter sido entregue em 2014. A prefeitura informou que o serviço está em andamento e em fase final.

A reforma e adequação do Estádio Municipal Antônio Fernandes também está atrasada desde 2014. Orçada em R$ 8.180.976,74, por meio de convênio estadual, atualmente aguarda análise e aprovação de reprogramação do Departamento de Apoio ao Desenvolvimento dos Municípios Turísticos (Dadetur).

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Na área de educação, duas obras seguem sem conclusão. Uma delas – desde 2015 – é a construção da quadra de esportes da Escola Municipal Mário Cerqueira Filho, pleiteada em convênio federal no valor de R$ 704.456,30. Segundo a prefeitura, ela está em fase final de execução.

A outra é a instalação do sistema de proteção de combate a incêndio na Escola Estadual Profª Philomena Cardoso de Oliveira, no bairro Paecara. Orçada em R$ 366.131,12, via convênio estadual, era para ter sido concluída em 2017, mas, dois anos depois, ainda não há prazo final, pois segundo a Administração Municipal, a responsabilidade nesse caso é do Governo do Estado.

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O setor de infraestrutura tem três obras paradas. A urbanização da Enseada, paralisada por motivo de licenciamento ambiental, custou mais de R$ 30 milhões, em convênio federal. A conclusão estava marcada para 2016. A prefeitura disse que a 2º etapa está em andamento.

As obras de infraestrutura em Vicente de Carvalho, Vila Edna e Morrinhos não têm previsão de término, mas estão em andamento.

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Já as obras necessárias para obtenção do auto de vistoria do Corpo de Bombeiros em obra da CDHU, no valor de R$ 8.477.980,38, estão paralisadas. A prefeitura explicou que elas são de responsabilidade do Estado.

TURISMO

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A obra de infraestrutura das vias turísticas (sede e Vicente de Carvalho/Rota do Dragão), era para ter sido entregue em 2017. Orçada em convênio estadual, em cerca de R$ 18 milhões, atualmente aguarda repasse do Dadetur.

Já o Mirante das Galhetas parou para adequação do projeto, que anteriormente tinha conclusão prevista para o mês passado. A obra custou cerca de R$ 1 milhão, com verba repassada pelo governo federal.

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As obras das ruas do centro histórico da cidade têm dois anos de atraso. Com custo de mais de R$ 3 milhões (convênio estadual), seguem aguardando a renovação do convênio aditivo de prazo.

As mudanças da orla da praia entre Pitangueiras e Enseada também foram paralisadas por inadimplência da empresa contratada para realizar o serviço, e somam dois anos de atraso. Orçadas em mais de R$ 2 milhões, não há prazo para serem retomadas, já que a rescisão contratual ainda está em tratativa e só depois disso haverá processo de relicitação.

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ATRASADAS, MAS CONCLUÍDAS

A urbanização do Mirante da Campina, orçada em mais de R$ 900 mil (convênio federal), consta no Painel do TCE como atrasada, mas foi concluída no aniversário da cidade, em junho.

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A revitalização das praças Ferreira Sampaio e Yolanda Rodrigues (Santa Rosa), Mario Covas (Morrinhos) e Padre Romão Batista (Vila Aurea) também foram entregues, após atraso de sete anos. Elas custaram mais de meio milhão de reais, por meio de repasse – também com atrasos- do Governo do Estado.

As obras de infraestrutura em vias de acesso as praias e a execução da 2º fase da ciclovia da Avenida Antenor Pimentel, ambas pleiteadas por convênio estadual e orçadas em cerca de R$ 10 milhões, também foram concluídas.