Cotidiano
O Projeto Contentamente usa a literatura infantil para desenvolver habilidades socioemocionais e melhorar o comportamento dentro e fora da escola
A proposta do Contentamente é ensinar crianças a reconhecer e lidar com sentimentos por meio de histórias e atividades lúdicas / Divulgação
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Crianças do NEIC Professor Arnaldo Nascimento, no bairro Morrinhos, em Guarujá, voltam a participar, a partir do dia 6 de abril, das atividades do Projeto Contentamente, iniciativa que usa a literatura infantil para desenvolver habilidades socioemocionais e melhorar o comportamento dentro e fora da escola.
Criado pela ex-atleta olímpica Jessica Bruin Cavalheiro, atual CEO da editora Bom Bom Book’s, o projeto é realizado em parceria com a ONG Felizcidade e conta com acompanhamento da psicóloga Maria Claudia Teixeira. Presente no município desde 2023, o programa já impactou mais de mil crianças e também é aplicado no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro.
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A proposta do Contentamente é ensinar crianças a reconhecer e lidar com sentimentos por meio de histórias e atividades lúdicas. A metodologia é baseada na coleção 'Sentimentos', que aborda emoções como:
Medo
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Raiva
Tristeza
Alegria
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Ansiedade
Frustração
Tédio
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Luto
A partir dessas narrativas, os alunos participam de atividades semanais que incentivam a expressão saudável das emoções.
'A educação emocional é um direito e uma necessidade urgente. A literatura tem um papel fundamental porque traduz sentimentos de forma afetuosa e compreensível', afirma Jessica.
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Segundo professores, os resultados já são visíveis na rotina escolar. Crianças passaram a identificar melhor suas próprias emoções e as dos colegas, o que facilitou a convivência e o aprendizado.
“Havia alunos com dificuldade até para se alimentar. Ao trabalhar sentimentos como o nojo, eles começaram a se ajudar e incentivar uns aos outros. Hoje, conseguem identificar emoções e expressá-las com mais clareza”, relata uma professora da unidade.
O projeto também envolve as famílias, fortalecendo o aprendizado em casa. Para a mãe Caroline, que tem dois filhos no programa, a mudança foi significativa.
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'Eles passaram a entender quando estão com raiva, felizes ou tristes. Antes, não conseguiam explicar. Isso ajudou muito na rotina da nossa casa', conta.
Já Bianca, mãe da pequena Laura, destaca a evolução no comportamento e na comunicação da filha.
'Ela mudou muito. Teve um desenvolvimento enorme, tanto na fala quanto no comportamento. Só tenho gratidão pelo projeto', afirma.
Além dos avanços emocionais, o projeto também desperta novos sonhos. Segundo Jessica, uma das experiências mais marcantes foi receber a carta de uma aluna que aprendeu a ler durante o programa e passou a sonhar em ser escritora.
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'Quando uma criança descobre a própria voz e percebe que pode sonhar, todo o trabalho ganha sentido', destaca.
Com a retomada das atividades, a expectativa é de que ainda mais crianças sejam impactadas, reforçando a importância da educação emocional desde os primeiros anos escolares.