Grevistas fecham a rua e protestam na porta da Codesavi

Paralisação completa 17 dias e não tem prazo para terminar; trabalhadores reivindicam repasse do salário e de benefícios

A manhã foi de protesto em frente à sede da Companhia de Desenvolvimento de São Vicente (Codesavi). Os trabalhadores, em greve há 17 dias, fecharam parcialmente a Rua Padre Anchieta, uma das principais da cidade. Eles reivindicam o pagamento do salário de junho e de benefícios como a cesta básica e o vale-alimentação. A paralisação continua sem prazo para terminar.

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“A nossa situação está muito difícil. Tudo atrasado. Já tem duas ordens judiciais que eles (Codesavi) não cumprem. Se não teve medo da justiça vai ter medo de quem? Infelizmente a justiça só funciona nesse país para beneficiar eles, porque o trabalhador não direito nenhum mais”, disse o varredor Roberto Soares dos Santos, que trabalha há 15 anos na Codesavi.

O trabalhador também falou sobre as demissões dos colegas. Segundo o Sindicato da Construção Civil (Sintracomos), que representa a categoria, 180 funcionários da companhia foram demitidos. “Tem muito cargo de confiança e eles querem mandar embora pessoas que trabalham. Ainda tem mais para ser demitido ainda”, destacou.

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Na última assembleia, a Codesavi propôs cortar o vale-alimentação por um semestre. “Ele conversou com o sindicato que nós deixássemos o vale-refeição. O salário já não dá para nada, imagina sem os benefícios? O prefeito tem que fazer a parte dele como administrador. Os vereadores também são coniventes com a situação”, afirmou Santos.

Situação. O presidente do Sintracomos, Marcos Braz de Oliveira, o Macaé, disse que a negociação prossegue, assim como a paralisação. “Por enquanto o prefeito falou que vai efetuar o pagamento da cesta básica no sábado. Acredito que até segunda-feira chega e aí já alivia a situação do pessoal. Está programando o pagamento do pessoal, como foi prometido, para a quarta-feira. Até porque esse pagamento o pessoal trabalhou. É referente a junho”, afirmou.

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Segundo o dirigente sindical, não há previsão para o pagamento do vale-alimentação. A companhia deve um mês deste benefício aos trabalhadores. “Provavelmente esse vale não saia agora. Ele sugeriu aos trabalhadores a suspensão por seis meses do vale e não foi aceito na assembleia. Seis meses acaba em janeiro, ou seja, estaria empurrando o problema para a próxima gestão”, disse Macaé.

No próximo dia 22 deve ocorrer o julgamento da questão do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), que não é depositado há 10 anos na conta dos trabalhadores. “Entramos na 2ª Vara do Trabalho, em São Vicente. Tivemos audiência e a juíza já mandou para julgamento dentro de um mês. Foi muito rápido. Estamos aguardando o julgamento do Tribunal Regional do Trabalho do dissídio coletivo”, destacou o sindicalista.

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Macaé também falou sobre as demissões na empresa. “As demissões por motivo da paralisação estão suspensas. Um dos nossos pedidos é a readmissão deste pessoal que foi demitido aleatoriamente. Foram demitidos 180 trabalhadores”.