Cotidiano

Greve nacional de caminhoneiros pode parar Baixada Santista? Decisão sai hoje em Santos

Possível paralisação será definida em reunião nesta quarta (18) e pode impactar abastecimento, preços e a rotina do maior polo logístico do litoral paulista

Luana Fernandes Domingos

Publicado em 18/03/2026 às 13:31

Atualizado em 18/03/2026 às 15:07

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Transporte de cargas pode ser interrompido em todo o país, afetando abastecimento, preços e a rotina da região portuária / Divulgação

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Uma reunião decisiva marcada para a tarde desta quarta-feira (18), em Santos, pode desencadear uma greve nacional de caminhoneiros e os reflexos já preocupam diretamente quem vive na Baixada Santista.

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A depender do resultado do encontro, o transporte de cargas pode ser interrompido em todo o país, afetando abastecimento, preços e a rotina da região portuária.

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O encontro reúne entidades que representam caminhoneiros de diversas partes do Brasil e deve definir se a categoria vai "cruzar os braços" diante do aumento expressivo nos custos da atividade, principalmente com o diesel.

A possibilidade de paralisação ganhou força após uma assembleia realizada na última segunda-feira (16), que contou com a participação de organizações como a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) e o Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam). Na ocasião, a maioria dos participantes se posicionou a favor da greve.

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Veja também: Caminhoneiros ameaçam greve geral e dão ultimato ao Governo após alta nos combustíveis

Segundo Wallace Landim, conhecido como Chorão e presidente da Abrava, a situação financeira dos caminhoneiros se tornou insustentável. Ele afirma que o aumento no preço dos combustíveis inviabiliza a continuidade das atividades. "Não tem como manter o transporte rodando nas condições atuais", declarou.

A escalada no valor do diesel acompanha a alta internacional do petróleo, intensificada após o conflito entre Estados Unidos e Irã, que resultou no fechamento do Estreito de Ormuz uma das principais rotas globais de escoamento da commodity.

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Além do combustível caro, os caminhoneiros denunciam o descumprimento do piso mínimo do frete por parte de empresas transportadoras, o que faz com que os profissionais autônomos absorvam prejuízos.

Veja também: Nova 'rota de caminhões' pode gerar paralisação de caminhoneiros em porto brasileiro

Entre as reivindicações, está o endurecimento da fiscalização e punições mais rígidas para quem não respeitar a tabela obrigatória.

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Representantes de estados como São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Goiás já demonstraram apoio à paralisação, o que amplia o risco de um movimento de alcance nacional.

Nos bastidores, o governo federal tenta evitar a greve. O ministro dos Transportes, Renan Filho, deve anunciar ainda hoje medidas para reforçar a fiscalização do cumprimento do piso do frete e punir empresas que descumprirem as regras. A proposta inclui responsabilização mais dura de transportadoras e contratantes.

Entidades da categoria também se movimentam. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), que chegou a sinalizar apoio à paralisação, recuou e informou que aguardará o desfecho da reunião em Santos antes de tomar posição oficial.

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Enquanto isso, lideranças do setor alertam que o aumento do diesel apenas agravou uma crise já existente. Segundo representantes da categoria, os caminhoneiros enfrentam há anos alta de custos, redução na remuneração e insegurança nas estradas um cenário que, agora, pode culminar em uma nova paralisação.

Para a Baixada Santista, onde está localizado o maior porto da América Latina, qualquer interrupção no transporte rodoviário pode gerar impacto imediato no abastecimento, na logística e até nos preços de produtos básicos.

A decisão final sai ainda hoje e pode mudar o ritmo das estradas em todo o Brasil.

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