Cotidiano
Paralisação de trabalhadores da limpeza urbana afeta seis cidades e já provoca acúmulo de resíduos em vias de Santos
Os registros indicam que parte dos recipientes de coleta já está transbordando de resíduos / Isabela Fernandes/DL
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A greve de trabalhadores da limpeza urbana na Baixada Santista já começa a apresentar reflexos nas ruas da região. Em Santos, imagens capturadas pela Reportagem registram grande quantidade de lixo acumulado nas vias, com contêineres cheios e sacos espalhados nas calçadas, como mostram imagens feitas em diferentes pontos da cidade.
Os registros indicam que parte dos recipientes de coleta já está transbordando de resíduos, com sacos de lixo depositados também no chão ao redor dos contêineres. A orla da praia também está sendo impactada, com resíduos presentes na faixa de areia.
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A situação preocupa moradores por causa do risco de mau cheiro, proliferação de insetos e impactos à saúde pública.
A paralisação envolve cerca de 3 mil trabalhadores ligados às empresas Terracom Construções, Terra Santos Ambiental e ao Consórcio PG Eco Ambiental, responsáveis por serviços de coleta de lixo e limpeza urbana em cidades da região.
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Segundo o Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação, Limpeza Urbana e Áreas Verdes de Santos e Região, a greve ocorre após divergências sobre os valores pagos no Programa de Participação nos Resultados (PPR) referente a 2025.
O presidente do sindicato, André Domingues, conhecido como Fuzil, afirma que os trabalhadores ficaram indignados com os valores depositados. De acordo com ele, muitos funcionários consideraram os pagamentos muito abaixo do esperado.
Nas redes sociais das empresas também surgiram relatos de trabalhadores que disseram ter recebido quantias consideradas simbólicas, o que ampliou o descontentamento na categoria.
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A paralisação pode comprometer os serviços de coleta e limpeza urbana em seis cidades da Baixada Santista: Bertioga, Cubatão, Guarujá, Praia Grande, Santos e São Vicente.
Diante da paralisação, o grupo empresarial informou que ingressou com uma medida judicial no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região para contestar o movimento.
Em nota, as empresas afirmaram que consideram a greve ilegítima, alegando que a paralisação não teria atendido aos requisitos previstos na Lei de Greve nº 7.783/1989, como comunicação prévia e garantia de manutenção dos serviços essenciais.
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O grupo também afirmou que o pagamento do PPR foi realizado dentro das regras previstas no acordo coletivo e na Lei nº 10.101/2000, que regulamenta a participação nos lucros e resultados.
Enquanto o impasse continua, moradores já começam a perceber os efeitos da paralisação nas ruas – especialmente em Santos, onde o acúmulo de lixo ao redor dos contêineres chama a atenção e levanta preocupação sobre possíveis impactos sanitários caso a coleta não seja normalizada nos próximos dias.
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