Greve geral afeta rotina e trânsito da Baixada Santista

Manifestações bloquearam entrada de Santos no período da manhã e forçaram moradores a mudar rotina

A greve geral que foi convocada para esta sexta-feira, 14, mobilizou diversas categorias em toda a Baixada Santista. O movimento foi marcado por manifestações de repúdio à proposta do governo para a reforma da Previdência. Além disso, muitos dos grevistas também reivindicam maior geração de empregos formais e a retomada do crescimento da economia. Protestos contra o contingenciamento na educação também estavam na pauta dos manifestantes.

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As ações começaram por volta das 5h. Grevistas fecharam a Avenida Martins Fontes, na região do Bairro Chico de Paula, e causaram congestionamento. Aproximadamente 80 pessoas carregando faixas anunciando a greve geral e bandeiras da Intersindical se posicionaram no trecho entre o cemitério do Saboó e caminharam até a entrada da cidade.

A manifestação forçou moradores que precisaram seguir para São Paulo a dar a volta pelos morros ou pegar rotas alternativas pelas cidades vizinhas a Santos.

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Depois de bloquear as vias que dão acesso à Capital e para a Avenida Nossa Senhora de Fátima, os manifestantes caminharam até o Centro de Santos e permaneceram na Praça dos Andradas por uma hora.

Em seguida, eles se concentraram na Praça Mauá e na frente do prédio da Petrobrás, localizado no cruzamento entre a Rua Mansueto Pierotti e a Rua Marquês do Herval. Após permanecerem no local por aproximadamente duas horas, os cerca de 150 manifestantes se dispersaram sem tumultos.

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Os petroleiros também organizaram manifestações em Cubatão. Na Refinaria Presidente Bernardes nenhum trabalhador pode acessar as instalações da unidade para trabalhar. Os sindicalistas e grevistas se posicionaram em todas as portarias do local e mandaram os trabalhadores que chegavam de volta para casa. Apesar disso, o movimento foi tranquilo.

Já a partir das 17h, uma nova mobilização foi realizada. Os grevistas se reuniram e concentraram na Estação Cidadania, localizada na Avenida Ana Costa, e seguiram pela via durante a noite. A previsão dos organizadores é de que esta segunda mobilização na cidade tenha envolvido até mil pessoas.

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Ainda na quinta-feira, 13, a Prefeitura de Santos chegou a publicar uma nota em que demonstrava decisão favorável para o funcionamento do sistema municipal de ônibus para o dia da paralisação nacional. A determinação, segundo a administração municipal, teria sido firmada pelo Tribunal Regional do Trabalho e contemplaria especialmente os horários de pico, período que é registrado das 5h00 às 9h00 e das 17h00 às 20h00.

Apesar da previsão pessimista, os ônibus não deixaram de circular na avenida da praia durante a manhã e se deslocaram em velocidade reduzida. Já na Zona Noroeste de Santos a circulação das linhas foi afetada devido ao bloqueio na entrada da cidade nas primeiras horas do dia.

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De acordo com a Prefeitura, a responsabilidade seria do sindicato que representa os trabalhadores do transporte municipal a adesão ou não à greve. Os outros serviços prestados pelo Município funcionaram normalmente na data.